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Banco centrais sinalizam cortes de juros no mundo

Em sua última decisão de política monetária o BC dos EUA manteve os juros básico em 5,5% e confirmou seu plano, já mencionado no último encontro do Comitê de Política Monetária de dezembro, de fazer três cortes de 0,25% até o final desse ano. O mercado estava apreensivo quanto a uma possível redução nos cortes, o que acabou por não acontecer, trazendo alívio. No entanto, mais do que isso, durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Powell, deu mais indicações de cortes de juros no futuro e destacou o progresso em relação à inflação. A cereja do bolo foi a velocidade de redução do balanço do Fed. Powell anunciou que o ritmo de contração do balanço será reduzido, o que significa mais liquidez no mercado. Isso, por sua vez, alivia as condições monetárias. Além disso, houve uma sinalização, ainda que não explícita, de que os cortes poderão começar em junho. Essa notícia foi muito bem recebida pelo mercado, que interpretou como uma injeção de liquidez do Fed, contribuindo para o processo de corte de juros. O mercado reagiu com um rali de alívio, pois havia o receio de que houvesse menos cortes. Esse movimento se traduziu em desvalorização do dólar, bolsas alcançando máximas históricas, e moedas de países emergentes se valorizando.

POR PAULO GALA

A Suíça reduziu em 0,25% sua taxa básica, marcando o início de uma era de cortes de juros nos países desenvolvidos. Esse tema tem sido amplamente discutido desde o início do ano, e agora, com a Suíça tomando a iniciativa, outros bancos centrais, como o BCE e possivelmente o Banco da Inglaterra, estão no radar para fazer o mesmo. Esses cortes de juros são benéficos para os países emergentes. No Brasil O COPOM cortou a SELIC para 10,75% e anunciou mais um corte, que deve ocorrer na próxima reunião de maio, trazendo a Selic para 10,25%. No entanto, houve uma mudança importante nas comunicações do COPOM. O que era esperado, a retirada do plural nas próximas reuniões com cortes de juros, aconteceu, indicando que há a previsão de mais um corte de 0,5% na próxima reunião por ora. O cenário futuro permanece incerto, com o COPOM deixando aberta a possibilidade de novos cortes ou a manutenção da taxa no futuro. Essa mudança na comunicação do COPOM era esperada na medida em que nos aproximamos do piso simbólico dos 10%. O BC pediu, na verdade, uma certa flexibilidade para a condução da política monetária, indicando que precisa analisar com mais cautela os próximos passos. A incerteza quanto à magnitude total do ajuste persiste, e o tamanho do ciclo de cortes ainda não está definido. A visão atual é de que os juros possam chegar a 9%, mas muitas variáveis podem alterar essa perspectiva até o segundo semestre.

Pontos-chave do texto:

  1. O Banco Central dos Estados Unidos manteve os juros básicos em 5,5% e confirmou o plano de fazer três cortes de 0,25% até o final do ano. Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Powell, deu indicações de mais cortes de juros no futuro e destacou o progresso em relação à inflação.
  2. A reação do mercado foi positiva, com um rali de alívio, incluindo desvalorização do dólar, bolsas alcançando máximas históricas e valorização de moedas de países emergentes.
  3. A Suíça reduziu sua taxa básica em 0,25%, marcando o início de uma era de cortes de juros nos países desenvolvidos.
  4. No Brasil, o COPOM cortou a SELIC para 10,75% e anunciou mais um corte, que deve levar a taxa para 10,25% na próxima reunião de maio. Houve uma mudança na comunicação do COPOM, indicando a previsão de menos cortes de juros adiante
  5. O BC brasileiro sinalizou a necessidade de mais flexibilidade na condução da política monetária, devido à incerteza sobre o tamanho total do ajuste. A visão atual é de que os juros possam chegar a 9%, mas muitas variáveis podem alterar essa perspectiva até o segundo semestre.

FONTE

Banco centrais sinalizam cortes de juros no mundo