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CHINA ALERTA EUA SOBRE VISITAS A TAIWAN E POLITICA DE UMA SÓ CHINA

Em declarações recentes, a China emitiu um aviso severo aos Estados Unidos, apelando ao fim de todas as visitas a Taiwan e à adesão à política de Uma Só China.

A posição de Pequim surge em meio a tensões crescentes e ao aumento da atividade militar em torno da ilha autônoma.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, enfatizou que quaisquer consequências decorrentes das visitas do Congresso a Taiwan serão suportadas pelos Estados Unidos.

Isto segue-se a uma série de ações e declarações de Pequim que refletem a sua reivindicação de longa data sobre Taiwan e a oposição às interações dos EUA com as autoridades de Taiwan.

O alerta da China faz parte de um padrão mais amplo de respostas às ações dos EUA em relação a Taiwan.

Interacções anteriores, como a visita planejada da Presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a Taiwan em 2022, suscitaram repreensões semelhantes por parte de Pequim, indicando uma posição consistente contra a suposta interferência nos seus assuntos internos.

A política de <<Uma Só China>>, que os EUA reconhecem, afirma que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China.

No entanto, os EUA mantêm uma <<relação não oficial robusta>> com Taiwan, incluindo a venda de armas para apoiar as suas capacidades de defesa, o que tem sido um ponto de discórdia com a China.

As recentes visitas do Congresso dos EUA a Taiwan aumentaram em frequência, prejudicando ainda mais as relações EUA-China.

A China respondeu a estas visitas com exercícios militares e advertências diplomáticas, sublinhando o seu compromisso de reunificar Taiwan com o continente, pela força, se necessário.

A situação é ainda mais complicada pelas obrigações dos EUA ao abrigo da Lei de Relações com Taiwan, que exige fornecer a Taiwan equipamento e tecnologia militar suficiente para impedir a invasão.

Isto levou à continuação das vendas de armas a Taiwan, à qual a China se opõe veementemente.

À medida que as tensões continuam a aumentar, a comunidade internacional observa atentamente.

A capacidade dos EUA e da China para lidarem com esta questão sensível não só terá impacto nas suas relações bilaterais, mas também terá implicações significativas para a estabilidade regional e global.

Em conclusão, as recentes advertências da China aos Estados Unidos refletem sua posição inabalável em relação a Taiwan e a sua determinação em aplicar a política de <<Uma Só China>>.

À medida que ambos os países navegam nesta questão complexa, a comunidade internacional espera que a diplomacia e o diálogo prevaleçam sobre o conflito.

FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=10160089955568837&set=a.10156147988853837