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COMO A CIA CRIOU A CULTURA IDENTITÁRIA

Assim surgiu o que podemos considerar como o embrião do identitarismo moderno. […]

Nas últimas décadas, a questão racial deixou de ter um caráter de classe social e passou a ser uma questão cultural: o racismo não existe porque as suas vítimas eram tradicionalmente oriundas das classes sociais mais baixas, cuja força de trabalho era explorada pelas classes altas — ele existe porque uma cultura foi criada dentro da sociedade, ou seja, o culpado não é uma classe social economicamente opressora que domina a sociedade, mas sim a sociedade como um todo, incluindo os seus membros pobres e explorados. Portanto, o inimigo a se combater não são os exploradores de todo o povo, a burguesia e a sua expressão internacional (imperialismo), mas os cidadãos comuns e, em última análise, os próprios explorados. Esta política, portanto, serve apenas para perpetuar a opressão imposta a todas as pessoas pela classe dominante e, na verdade, não combate de forma alguma o racismo.

Escrito por Eduardo Vasco e postado em 13.4.2024

FONTE: https://www.facebook.com/photo?fbid=10160026047333837&set=a.10151306301983837