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Institutos Federais são agentes da transformação social no Brasil

“Com 100 novos IFs, presidente Lula democratiza acesso à educação técnica e forma mão de obra qualificada”, escreve Aquiles Lins.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (12) a criação de 100 novos Institutos Federais de Educação em todas as regiões do país. A iniciativa que democratiza o acesso à educação pública de qualidade vai gerar 140 mil novas vagas, na maioria de cursos técnicos integrados ao ensino médio. O governo vai investir R$3,9 bilhões em recursos do Novo PAC na construção de novos IFs e melhorias nos já existentes. Ao todo, são 682 unidades e mais de 1,5 milhão de estudantes matriculados. Com os novos 100 campi, a Rede Federal passa a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IFs. A meta do governo federal é ampliar para 1000 os Institutos Federais.

Em seu discurso, o presidente Lula destacou o papel transformador da educação na mobilidade social e econômica da população. “É com base no investimento na educação que a gente pode ter a certeza de que este país vai chegar a ser um país de primeiro mundo, desenvolvido, de uma sociedade composta em sua maioria de gente de classe média”, disse Lula. Os Institutos Federais são agentes importantes desta dinâmica. Desempenham papel crucial na formação de profissionais qualificados em diversas áreas para o mercado de trabalho, com cursos técnicos de nível médio, superior e pós-graduação. Infelizmente vivemos num país onde 18% dos jovens de 14 a 29 anos de idade no Brasil, equivalente a quase 52 milhões de pessoas, não completaram o ensino médio, ou porque abandonaram, ou porque nunca frequentaram a escola, segundo o IBGE.

O presidente não escondeu sua satisfação ao celebrar o importante papel social dos Institutos Federais em democratizar o acesso à educação de qualidade. Eles estão intencionalmente presentes em inúmeros locais do país, inclusive em áreas remotas, onde muitos estudantes não teriam acesso a uma educação de qualidade. Os IFs são uma política pública eficiente que reduz as desigualdades regionais e sociais e promove inclusão e oportunidades para todos os brasileiros. Os Institutos Federais contribuem também para o desenvolvimento tecnológico e científico do país com pesquisas e projetos de extensão reconhecidos nacional e internacionalmente.

Em 2022, 5,6% das pessoas com 15 anos ou mais de idade, equivalente a 9,6 milhões de pessoas, eram analfabetas no Brasil. Desse total, 55,3% (5,3 milhões de pessoas) viviam na Região Nordeste e 22,1% (2,1 milhões de pessoas), na Região Sudeste. Não por acaso, as duas regiões que receberão a maior quantidade de Institutos Federais. O Nordeste terá 38 novos campi, enquanto o Sudeste terá 27. A região Sul receberá 13 campi, a região Norte terá 12 campi e o Centro-Oeste terá 10 novos institutos federais.

Com os novos Institutos Federais anunciados, o presidente Lula está preparando as condições para sustentar o desenvolvimento do país, investindo na formação de mão de obra qualificada para os novos desafios da industrialização, da transição energética, das novas relações de trabalho. Por meio de políticas públicas, de atitude, Lula reafirma que fora da educação não há salvação nem desenvolvimento para o Brasil.

FONTE:

https://www.brasil247.com/blog/institutos-federais-sao-agentes-da-transformacao-social-no-brasil