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Lula ataca sionismo imperialista, aproxima-se da Rússia e se consolida como líder mundial

O presidente chega ao Brasil com sua liderança internacional fortalecida frente ao bolsonarismo.

O duro ataque do presidente Lula aos Estados Unidos e Europa por cortarem orçamento de agência da ONU de ajuda aos palestinos sob ataques genocidas de Israel armado por Washington polariza a luta política global contra sionismo colonialista na Palestina e chama a atenção do mundo para a destruição das Nações Unidas como instituição erguida para lutar pela paz.

Diante da decisão das potências imperialistas de cortarem crédito da ONU para agir por meio de sua agência no socorro e tentativa de parar o genocídio, Lula atrai os povos árabes e de todo o Oriente Médio, enquanto desnuda as potências imperialistas; nadando contra a corrente, informa que financiará ajuda aos palestinos e clama ao mundo para que seja apoiado nessa jornada de cruzada contra tanto o terrorismo do Hamas como a reação desproporcional, igualmente, terrorista de centrar fogo na população palestina de forma indiscriminada.

Lula, no seu gesto de coragem contra a ação das potências internacionais, que, segundo ele, praticam covardia jamais vista na história dos povos, alinha-se ao presidente da África do Sul, que age contra Israel nos fóruns internacionais, de forma aberta e desabrida, e ao presidente da Colômbia, que, até agora, tinha sido o presidente latino-americano a romper diplomaticamente contra o sionismo genocida.

O presidente brasileiro, presente no Egito para defender a posição egípcia de moderadora na guerra de Israel, apoiado por Washington, contra o Hamas, bem como presente, também, na Liga Árabe e em reunião, na Etiópia, que juntou 55 países da África, coloca-se como liderança internacional contrária às posições do império americano e seus aliados europeus, no campo sionista, guerreiro-genocida.

LULA VIRA INCÔMODO PARA WASHINGTON

Washington, que vacila entre continuar apoiando ou ameaçando retirar seu apoio ao seu maior aliado, Israel, em conflito, entra em desconforto total relativamente a Lula que coloca o Itamaraty a exercitar soberania independente nas relações externas de forma ousada; as consequências políticas das posições lulistas condenam os vacilos da Casa Branca, com Biden, no poder, ao mesmo tempo que sinaliza ao rival do presidente americano, Donald Trump, de que Brasil não virará campo de manobra da direita americana, na crise do Oriente Médio.

Por essas e outras, Lula, depois da visita ao Egito e à Etiópia, onde se reúne com a massa dos dirigentes políticos pró-Palestina e contra Israel, chega ao Brasil com sua liderança internacional fortalecida frente ao bolsonarismo ultra direita fascista abalado pela Operação Hora da Verdade, desencadeada pela Polícia Federal, autorizada a agir contra o ex-presidente diante de provas de que tentou golpe militar para impedir posse do governo eleito em 2022.

LAVROV CHEGANDO

É nesse contexto que se abrem novas expectativas nas relações do Brasil com correligionários internacionais, no âmbito dos BRICs, fortalecidos pela entrada na nova e poderosa instituição internacional de novos países africanos e do Oriente, como Arábia Saudita, Irã, Etiópia, todos aliados de China e Rússia, reagentes às agressões sionistas israelenses contra os palestinos.

O primeiro contato de peso, na área internacional, pós-visita no Oriente Médio e África, nesta semana, será o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, sinal de que estará em pauta, aprofundamento da relação Brasil-Rússia, no concerto global em favor do multilateralismo, do qual participa, decisivamente, a China, com inúmeros projetos de investimentos agrícolas, no Brasil, em parceria com o MST, para alavancar agricultura familiar no âmbito do agronegócio.

Antes de Lavrov, havia chegado ao Brasil o chanceler da China, Wang Yi, para reunir-se com Lula, em Fortaleza, evidenciando jogadas diplomáticas conexas ao aprofundamento das relações trilaterais entre Brasil-China-Rússia.

Esse trilateralismo diplomático, ala avançada do BRICS, intensifica-se enquanto o genocídio israelense produz reação negativa mundial que fortalece diplomaticamente Lula que o condenou veementemente, na semana passada, com visibilidade global da política externa ativa e altiva do Brasil.

FONTE:

https://www.brasil247.com/blog/lula-ataca-sionismo-imperialista-aproxima-se-da-russia-e-se-consolida-como-lider-mundial