Proposta prevê reforço na soberania nacional, modernização das Forças Armadas e proteção de fronteiras em meio a instabilidade global.
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir no programa de governo para a disputa à reeleição a ampliação dos investimentos em defesa nacional. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da soberania brasileira diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e reconfigurações de poder. As informações são da CNN Brasil.
O núcleo da proposta em estudo no Palácio do Planalto é estruturar um plano que priorize a proteção do território, o reforço da segurança nas fronteiras e a modernização do aparato militar do país.
A ideia envolve destinar recursos para aprimorar a vigilância das fronteiras terrestres e marítimas, intensificar o combate à entrada de organizações criminosas e atualizar equipamentos das Forças Armadas. Entre os pontos discutidos está a renovação de blindados, submarinos e aeronaves, tema que já teria sido mencionado pelo presidente em conversa com os comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha.
Em novembro do ano passado, Lula sancionou a Lei Complementar 221, que retira R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal até 2031 para ações de reaparelhamento das Forças Armadas. A medida abriu espaço orçamentário para investimentos no setor e sinalizou a disposição do governo de fortalecer a estrutura de defesa nacional.
O movimento também busca dialogar com segmentos do eleitorado ligados às Forças Armadas, tradicionalmente mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército. A estratégia política se soma ao discurso de fortalecimento da autonomia estratégica do país.
Em conversas reservadas relatadas à emissora, o presidente destacou a intenção de formular um plano de governo que reduza a dependência externa do Brasil em áreas consideradas estratégicas. O objetivo seria ampliar a capacidade nacional em setores sensíveis, em meio ao enfraquecimento do multilateralismo e à crescente disputa por influência global.
O debate ocorre em um contexto internacional marcado pelo chamado “tarifaço” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela divulgação, pela Casa Branca, de uma nova estratégia de segurança nacional que prevê ampliar a presença militar e a influência norte-americana na América Latina — movimento interpretado como uma reedição da doutrina formulada por James Monroe no século 19.
Foto: EBC
FONTE: https://www.brasil247.com/brasil/lula-deve-incluir-aumento-do-investimento-militar-em-novo-plano-de-governo