Associação Brasileira dos Jornalistas

Seja um associado da ABJ. Há 12 anos lutando pelos jornalistas

MACRON É A CONSUMAÇÃO DA DEMOCRACIA SEM POVO – A FALÊNCIA DO SISTEMA ELEITORAL DO “OCIDENTE CIVILIZADO”

No meu comentário de sábado no Conexão Angola, do canal de notícias da Televisão Pública de Angola, falei que a estratégia de Macron era inviabilizar a formação de um governo entre “extremos” para ter 12 meses sem resistência na implementação da agenda neoliberal dos patrões.

A “esquerda” francesa sabia disso, mas fingiu ter inimigo apenas na agenda de Le Pen (que é Macron de saias, mas não é Macron). Diante do desgaste das agressões, inviabilizou o diálogo entre os falsos extremos e ajudou o intragável Macron a se manter no poder.

Agora a “esquerda” – com maioria parlamentar – vai cumprir o atual papel de todas as “esquerdas” no mundo: ser um “boi rufião”* do neoliberalismo, excitando a “vaca” (povo), mas, incapaz de penetrar, acaba por ceder o trabalho de penetração e inseminação ao boi reprodutor (agenda neoliberal).

Eu tenho o terrível hábito de ler muito e me informar muito. Mesmo sendo baiano, não faço as minhas análises como faz a cantora, também da Bahia, Simone para saber “como será o amanhã”, com base na “magia” da “bola de cristal, jogo de búzios, cartomante”. O plano de Macron estava mais para Tetê Espíndola: “escrito nas estrelas”.

O modo de produção mudou, venho falando sobre isso há muito tempo. As “esquerdas” brigam por coisas que não existem mais. Para piorar, incorporaram a agenda “woke”, completamente neoliberal e separatista. O sentimento de coletividade acabou na política.

Os “civilizados” da “esquerda” francesa chamaram até Raí e Chico Buarque (pausa para rir). Atenta à necessidade de destruir o diálogo entre os “extremos”, a imprensa OTAN convocou o “pobre menino” Mbappé para condenar abertamente as conquistas de uma “extrema direita” que só é extrema na propaganda.

NOTAS COMPLEMENTARES

Sobre Raí e Chico Buarque – Esse pessoal que não critica Paulo Guedes e Haddad. O mesmo pessoal que chamava o AI5 de golpe, mas que hoje não consegue enxergar a ditadura nos desmandos do STF e do neoliberalismo.

Sobre Mbappé – Poderia dar um bom exemplo falando sobre a importância do povo francês lutar por melhores salários. Ele tem “lugar de fala” quando o assunto é ganhar bem. Mas preferiu cair na mesma ladainha identitária “woke” e falou sobre “xenofobia”. Um canalha!

No vídeo de sábado, citado na abertura do texto, o tema “França” é o segundo a ser analisado no programa. Primeiro falei sobre o Reino Unido, que também é um exemplo de “democracia sem povo”.

FOTO: World Economic Forum / Boris Baldinger

FONTE: https://x.com/wcalasanssuecia/status/1810256248752968159