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O BRASIL “TEM DEUS”, MAS NÃO TEM SAÚDE E NEM EDUCAÇÃO

Em uma reportagem publicada na mídia russa RT no início de fevereiro, mostra um dos mecanismos utilizados pelo sistema capitalista para fazer o controle social e a alienação de grande parte da população brasileira.

Os dados extraídos dessa reportagem, que são oriundos do Censo IBGE de 2022, mostram que o Brasil possui 579,8 mil templos religiosos, enquanto a quantidade de instituições de educação soma-se em 264,4 mil e de saúde 247,5 mil.

Dados do IBGE também apontam que até dezembro de 2022 a população brasileira somava-se em 203,1 milhões de pessoas, ou seja, existe no Brasil de forma aproximada, uma igreja para cada 351 pessoas, uma escola para cada 768 pessoas, e uma instituição de saúde para cada 820 pessoas.

A leitura que se pode fazer dessa realidade é que a religião está sendo colocada em um patamar mais importante do que hospitais e escolas, que o pastor tem mais relevância do que o médico ou o professor. Que o idealismo e os mitos estão sendo mais valorizados do que o estudo, a pesquisa e a ciência.

Esses dados são a fundamentação que comprovam por que grande parte do nosso povo vive na mais completa ignorância política, e do porquê os políticos da direita e extrema direita fascista, como Bolsonaro, entre outros candidatos ligados à milícia e ao tráfico constroem suas vitórias em cima da desgraça intelectual do povo.

E tudo isso não é fruto do acaso, mas um planejamento antigo das classes dominantes (que constroem igrejas ao invés de escolas), porque sabem que um povo ignorante que busca Deus como solução para seus problemas, se conformam em permanecer nas piores condições de miserabilidade sem pensar em se rebelar contra o sistema. As religiões em geral servem a esse propósito de realizar um entorpecimento mental nas pessoas.

A burguesia fomenta a disseminação da religião no meio do povo, pois a religião é um dos escudos da burguesia. Muitos representantes da burguesia e das classes dominantes em geral, já emitiram opiniões sobre esse fato através dos tempos. Exemplo: Napoleão Bonaparte disse que: “A religião é o que impede o pobre de matar o rico.” Napoleão como nobre burguês sabia que toda a riqueza acumulada pelo rico é fruto do roubo e da miséria do povo, e que os líderes religiosos lavavam o cérebro da população para que o povo aceitasse que a miséria terrena era algo normal, e que Deus “em sua bondade para com os pobres” dará a riqueza para o pobre e o miserável apenas depois da sua morte. Como se vê, uma fábula muito bem montada que engana os poucos instruídos e permanece como uma verdade até os dias atuais.

Em pleno século XXI, ter uma quantidade tão grande de igrejas (a maioria absoluta evangélicas neopentecostais) em relação à instituições de educação, só mostra que a “Idade das Trevas” já se encontra novamente instalada, e que a barbárie religiosa, da mesma forma como aconteceu no passado, com a “Santa Inquisição”, poderá novamente ser uma realidade a qualquer momento. Falamos isso, porque vimos o fascismo presente no posicionamento de milhares de fiéis evangélicos durante o governo Bolsonaro. Todos defendendo Bolsonaro e as suas pautas extremistas de cunho fascista e neonazista.

Desta forma, não há como fechar nossos olhos e fingir que nada está acontecendo, pois temos consciência que toda essa dominação religiosa se faz presente não para salvar o povo, mas para levá-lo cada vez mais para o abismo da ignorância e da miséria material, pois as lideranças evangélicas (e religiosas em geral, excetuando apenas casos isolados) tem lado, e não é o lado do povo, mas o lado que beneficia exclusivamente os interesses mesquinhos das classes dominantes.

FONTE: https://www.facebook.com/photo?fbid=10159943577883837&set=a.10151306301983837