Associação Brasileira dos Jornalistas

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A Hipocrisia do Mercado e a Exploração da Dívida Pública

O auxílio emergencial de R$ 5.100 para as famílias gaúchas atingidas pelas chuvas demonstra a capacidade do Estado de agir com solidariedade e rapidez em situações de crise.

No entanto, esse gesto contrasta com a exploração sistemática da população brasileira através da dívida pública e dos juros exorbitantes.

O mercado, em sua lógica de lucro, jamais ofereceria tal auxílio. A prioridade seria o retorno financeiro, e as famílias em situação de vulnerabilidade seriam deixadas à própria sorte.

A dívida pública, por sua vez, se torna um instrumento de dominação do sistema financeiro. Os juros exorbitantes pagos pelo governo, financiados pelos impostos da população, representam um ônus intransponível para o país, desviando recursos que poderiam ser destinados à saúde, educação e infraestrutura.

A hipocrisia se revela na contradição entre ações pontuais de filantropia e a exploração sistemática do povo através de mecanismos financeiros. É necessário romper com esse ciclo de exploração e construir um sistema mais justo e equitativo, onde os recursos públicos sejam utilizados para o bem–estar da população.

A solução passa por:

Combater os juros exorbitantes: Reduzir os juros da dívida pública para liberar recursos para investimentos sociais e reduzir o peso do pagamento de juros sobre o orçamento público.

Investir em políticas sociais: Priorizar investimentos em saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento social, garantindo que os recursos públicos sejam utilizados para o bem–estar da população.

Reforma tributária justa: Criar um sistema tributário mais progressivo, que aumente a arrecadação do governo e diminua a desigualdade social, para financiar políticas públicas de forma sustentável.

É fundamental romper com a lógica do mercado que prioriza o lucro acima do bem–estar social e construir um sistema mais justo e solidário, onde o Estado atue como agente de proteção e desenvolvimento da população.

Por isso precisamos inverter o mantra ouvido diariamente na midia corporativa pedindo ESTADO MÍNIMO e passar a exigir: MAIS ESTADO E MENOS JUROS ESTRATOSFÉRICOS !!!!!

FONTE: Agência de Notícias ABJ – Associação Brasileira dos Jornalistas 

( Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Agência de Notícias ABJ – Associação Brasileira dos Jornalistas )