Associação Brasileira dos Jornalistas

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OS MISSEIS DE ABRIL

O ataque retaliatório do Irã a Israel entrará para a história como uma das maiores vitórias deste século.

Escrevo sobre o Irã há mais de duas décadas.

Em 2005, fiz uma viagem ao Irã para averiguar a “verdade no terreno” sobre aquela nação, uma verdade que incorporei em um livro, “Target Iran”, apresentando a colaboração EUA-Israel para elaborar uma justificativa para um ataque militar ao Irã destinado a derrubar seu governo teocrático.

Segui este livro com outro, “Dealbreaker”, em 2018, que atualizou esse esforço EUA-Israel. (…)

Na noite de 13 para 14 de abril de 2024, minhas preocupações foram transmitidas ao vivo diante de uma audiência internacional – mísseis iranianos caíram sobre Israel, e não havia nada que Israel pudesse fazer para detê-los.

Como havia acontecido pouco mais de 33 anos antes, quando mísseis iraquianos SCUD superaram as defesas antimísseis Patriot dos EUA e de Israel para atacar Israel dezenas de vezes ao longo de um mês e meio, mísseis iranianos, integrados em um plano de ataque projetado para sobrecarregar os sistemas de defesa antimísseis israelenses, atingiram alvos designados dentro de Israel impunemente.

Apesar de ter empregado um extenso sistema integrado de defesa antimíssil composto pelo chamado sistema “Domo de Ferro”, baterias de mísseis Patriot fabricadas nos EUA e os interceptadores de mísseis Arrow e David’s Sling, juntamente com aeronaves americanas, britânicas e israelenses, e defesas antimísseis transportadas por navios dos EUA e da França, mais de uma dúzia de mísseis iranianos atingiram aeródromos israelenses e instalações de defesa aérea fortemente protegidos.
(…)
Através de seu comportamento criminoso em relação aos civis palestinos em Gaza, Israel perdeu o apoio de grande parte do mundo, colocando os Estados Unidos em uma posição em que verá sua reputação, já manchada, irremediavelmente danificada, em um momento em que o mundo está fazendo a transição de um período de singularidade dominada pelos EUA para uma multipolaridade impulsionada pelos BRICS, e os EUA precisam manter o máximo de influência possível no chamado “sul global”.
(…)

Escrito por Scott Ritter em 14.4.2024

FONTE:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10160027326858837&set=a.10151306301983837