Associação Brasileira dos Jornalistas

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Para agradar ao sionismo, mentira pouca é bobagem

Nada que se divulga através dos meios de comunicação é fortuito ou isento.

A humanidade acaba de tomar conhecimento de um dos mais abomináveis crimes já perpetrados desde os tempos da Alemanha hitlerista. Numa ação de imensa covardia e total falta de sensibilidade humana, as forças militares do sionista Estado de Israel não hesitaram em disparar sobre uma multidão de pessoas em estado famélico que estavam desesperadas por conseguir algo da ajuda humanitária das Nações Unidas para tentar sobreviver. Fuzilaram e assassinaram impiedosamente 112 seres humanos em situação de desespero e deixaram feridos de gravidade a várias centenas de outros.

Sim, foi um crime que provavelmente deixaria acanhado o próprio Hitler, de tão sórdido e monstruoso. No entanto, ao constatar como os principais meios de comunicação corporativos fizeram referência a essa atrocidade, não foi possível conter a ira e a indignação. Foi então que me vieram à mente os ensinamentos do tempo em que me dedicava ao estudo dos trabalhos de Análise Crítica do Discurso do grande linguista holandês Teun Van Dijk.

Graças aos ensinamentos então adquiridos, pude entender que nada que se divulga através dos meios de comunicação é fortuito ou isento. Por trás de cada palavra utilizada, estarão presentes os interesses de classe dos responsáveis pela divulgação. Portanto, os termos e as construções empregados para fazer referência a um acontecimento, qualquer que seja ele, sempre estão carregados de significados que vão muito além da simples escolha das palavras.

É por isso que, ao referir-se a uma das mais abomináveis atrocidades já cometidas, a maneira como os órgãos da rede Globo o abordaram serve para evidenciar o nível de cumplicidade existente entre esse grupo empresarial de comunicação e os militares sionistas executores diretos deste massacre que ceifou a vida de tanta gente. A depender do relato feito pelo portal G1, por exemplo, as milhares de pessoas que se aproximavam dos caminhões que traziam os mantimentos tão necessitados foram vítimas de uma casualidade, uma espécie de calamidade natural, e não pelo disparos assassinos dos militares do exército do sionista Estado de Israel.

Porém, a abordagem feita pela mídia corporativa no caso deste monstruoso massacre recém cometido está longe de representar uma exceção. Na verdade, ela é tão somente a confirmação de uma regra que sempre é obedecida quando os sionistas israelenses se confrontam com o povo palestino.

Conforme nos ensinava Teun Van Dijk, o maior poder de formação ideológica dos meios de comunicação não aparece quando tomam deliberadamente algum posicionamento. O que de fato tem mais efetividade é quando a introjeção dos conceitos é feita de modo velado, de maneira subliminar. Por isso, os palestinos simplesmente “morrem”, e nunca são “assassinados”. Já, por sua vez, qualquer morte de israelense nesses enfrentamentos será reportada como tendo sido um “brutal assassinato”.

Além do mais, a desumanização dos palestinos é uma constante. Quando a mídia corporativa faz menção ao “assassinato” de um israelense, quase sempre vamos receber informações adicionais sobre o sofrimento de sua família (seu pai, sua mãe, seu filho, etc.). Já os palestinos que “morrem” não tem sequer seus nomes divulgados. Sendo assim, para os que recebem as notícias através dessa mídia corporativa, as mortes palestinas tenderão a ser tomadas apenas como números contábeis eliminados, nada que possa induzi-los a sentir alguma empatia com os mesmos.

Entretanto, é preciso ressaltar que esta maneira de abordar o conflito do sionista Estado de Israel com o povo palestino não é nenhuma exclusividade da mídia corporativa brasileira. Esta prática se estende ao resto do mundo, ou seja, em todas as partes onde o sionismo exerça forte influência sobre os meios de comunicação, o que quer dizer, mais ou menos, em quase todos os países capitalistas do planeta.

Mas, apesar de toda esta descarada tendenciosidade midiática em favor das posições do sionismo israelense, a imagem do Estado de Israel perante os povos do mundo é a de uma imensa e impiedosa máquina de matar. Isto se deve a que as imagens que chegam até nós dos crimes sionistas contra os palestinos são tão monstruosas que nem a flagrante tendenciosidade dos meios capitalistas consegue resolver.

Por isso, os lobbies sionistas espalhados pelos diversos países (CONIB, presente!) se empenham a fundo para que a já descarada tendenciosidade em favor do sionismo israelense avance ainda mais. O sionismo não consegue sobreviver junto com a verdade, ou melhor, o sionismo não consegue se manter sem que haja uma total deturpação da realidade, pois sua malignidade é tão imensa que mentira pouca não pode dar jeito.

No vídeo que apresentamos nos links dados a seguir, vamos encontrar exemplos de como essa manipulação ocorre até mesmo na BBC britânica, uma corporação que costuma se apresentar como modelo de equilíbrio jornalístico. Como vamos poder constatar, isso é só coisa para inglês ver. O vídeo foi postado em várias plataformas em razão dos boicotes que vêm sendo aplicados a tudo o que não se enquadre nos interesses do sionismo.

Espero que em algum deles o vídeo possa ser visto. Vale a pena.

FONTE:

https://www.brasil247.com/blog/para-agradar-ao-sionismo-mentira-pouca-e-bobagem