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PIB: Brasil fica entre 20 maiores crescimentos entre 56 países em 2023; veja ranking

Desempenho, porém fica abaixo do de pares emergentes como China e Turquia.

O PIB brasileiro terminou o ano de 2023 com um cenário melhor do que se esperava na comparação global e ficou entre os 20 maiores crescimentos da atividade entre os países que já divulgaram seus desempenhos.

O avanço de 2,9% registrado pela economia brasileira no ano passado na comparação com 2022 foi o 17º melhor entre 56 países que já têm seus resultados conhecidos.

Na sua previsão para a economia brasileira de janeiro do ano passado, o FMI projetava uma expansão de 1,2% para o PIB, o que colocaria o país na 32ª posição considerando o cenário conhecido hoje.

Os economistas consultados pelo Banco Central para a pesquisa Focus estimavam um resultado ainda mais modesto que o FMI na primeira semana de janeiro de 2023: 0,8% de alta. Caso isso se confirmasse, o PIB brasileiro ficaria em 37º lugar entre os 56 países.

Na comparação com seus principais pares emergentes, o desempenho brasileiro, porém, ficou abaixo do de países como China (alta de 5,2%), Turquia (4,5%), Rússia (3,6%) e México (3,2%) – todos eles integrantes do G20. Na América Latina, o Brasil foi superado pela Costa Rica (expansão de 5,1%) e superou Colômbia (alta de 0,6%) e Peru (queda de 0,6%).

Em relação aos grandes países desenvolvidos, que tradicionalmente já têm um ritmo de crescimento mais modesto que os emergentes, o Brasil só teve desempenho inferior aos de Islândia (4,1%) e Hong Kong (3,2%).

A alta de 2,9% ficou acima, por exemplo, das de Estados Unidos e Espanha (ambos com avanço de 2,5%), Coreia do Sul (1,4%), França (0,9%), Alemanha (retração de 0,3%) e Japão (queda de 0,4%).

O topo do ranking do crescimento do PIB no ano passado ficou com a Armênia (8,7%), seguida por Mongólia (7%) e Uzbequistão (6%).

Na parte de baixo ficou a Irlanda, um dos destaques da economia global no pós-pandemia, mas que encolheu 3,2% no ano passado. Isso é explicado em grande parte pelo desempenho das exportações das farmacêuticas multinacionais que têm sede no país e que tiveram resultados mais modestos com o arrefecimento da covid-19. Para tentar neutralizar o impacto da múltis, o CSO, IBGE irlandês, um dado que busca medir a demanda doméstica (inclui gastos das famílias, do governo e investimentos) e apontou alta de 0,5%.

Na sequência da Irlanda vieram Estônia (queda de 3%), Finlândia (-1%) e Arábia Saudita (-0,9%, o pior resultado até o momento entre os países do G20).

FONTE:

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2024/03/01/pib-brasil-fica-entre-20-maiores-crescimentos-entre-56-pases-em-2023.ghtml