Associação Brasileira dos Jornalistas

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POR QUE O OCIDENTE ODEIA A RUSSIA?

“Você sabe, as pessoas têm essa capacidade de ilusão, desvario e pensamento de grupo. Mas vou te dizer, eu voltei para olhar o fim da União Soviética em dezembro de 1991.
Nosso Secretário de Defesa na época, Dick Cheney, disse: ‘Ok, eles não querem mais o comunismo; talvez a Rússia deva ser desmembrada também. Por que parar na União Soviética?’
A ideia já estava lá – não era sobre comunismo ou não comunismo; era sobre a Rússia.
Ele era o Secretário de Defesa, e essa ideia começou em 1992.
Em 1997, Zbigniew Brzezinski, em seu artigo na Foreign Affairs ‘A Strategy for Eurasia’, disse: ‘Sim, a Rússia deveria ser um país descentralizado. Deveria haver uma Rússia europeia, uma Rússia siberiana, uma Rússia do Extremo Oriente, como uma espécie de confederação.’
O que estamos fazendo? Planejando o desmembramento, dissolução ou transformação da Rússia em uma confederação?
Isso é uma arrogância americana flagrante, mas extraordinariamente perigosa.
Isso se desenrolou ao longo de 32 anos com a ampliação da OTAN, com ‘Não ouvimos a Rússia’, com operações de mudança de regime e com o apoio dos EUA a insurgências nas fronteiras da Rússia.
Aliás, isso remonta a 1979-1980, quando o presidente Jimmy Carter designou a CIA para trabalhar com lutadores islâmicos jihadistas para lutar no Afeganistão, com a ideia de Brzezinski de atrair a União Soviética para uma guerra no Afeganistão.
Esse tipo de atividade jihadista então se tornou parte do arsenal secreto da América – extraordinariamente perigoso – deixando em seu rastro guerras e instabilidade em todas as fronteiras da Rússia.
Depois houve o empurrão da OTAN, a ampliação da OTAN, o golpe em fevereiro de 2014 e a colocação de mísseis dos EUA perto das fronteiras da Rússia após abandonar unilateralmente o Tratado de Mísseis Antibalísticos e o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário sob Trump.
Bem, se você continuar fazendo isso – ‘Nós damos todas as ordens,’ ‘Fazemos o que queremos,’ ‘Não ouvimos,’ ‘Ah, isso é um blefe’ – vamos ter um acidente realmente ruim.
Esse é o problema.
[Sabemos, você sabe, você nos disse muitas vezes – Coronel McGregor, Scott Ritter, Larry Johnson, Ray McGovern e outros – que Putin não blefa. Quando eles fazem uma ameaça, eles a cumprem.]
Mas precisamos entender que essas não são ameaças ofensivas; são respostas a eventos.
Isso é importante entender.”
Trecho dos comentários do Professor Jeffrey Sachs, economista e acadêmico americano, em uma entrevista com o Juiz Napolitano para o Judging Freedom, 4 de junho de 2024.

POR JEFFREY SACHS

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FONTE: https://x.com/ocafezinho/status/1798270861645857067