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Prates diz que a Petrobras tem interesse em investir no setor de fertilizantes

Segundo o presidente da estatal, a companhia quer ‘sinergia com o agronegócio’ e menos dependência de outros países. A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados está inserida no PAC.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta sexta-feira (26) que a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), o processo de licitação para a retomada das obras pode ser iniciado este ano. Segundo autoridades políticas do Mato Grosso do Sul, a fábrica deve receber R$ 5 bilhões (US$ 1 bilhão) para sua conclusão. As obras estão dentro do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado. O programa investirá R$ 1,7 trilhão no país. O dinheiro do OGU (Orçamento-Geral da União) soma R$ 371 bilhões; o das empresas estatais, R$ 343 bilhões; financiamentos, R$ 362 bilhões; e setor privado, R$ 612 bilhões. Do total, R$ 44,7 bilhões vão para Mato Grosso do Sul.

“A Petrobras tem interesse em investir no setor de fertilizantes para promover a sinergia com o agronegócio, reduzir a dependência do país em relação à importação de fertilizantes e gerar emprego e renda”, afirmou Prates, que esteve acompanhado da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), além de executivos da companhia e demais representantes do poder público.

A UFN-III ocupa uma área de aproximadamente 965 mil metros quadrados (116 campos de futebol). A área construída representa 667 mil m². Depois de concluída, a unidade deverá produzir aproximadamente 2.200 toneladas de amônia por dia e 3.600 toneladas de ureia por dia, ou seja, essa será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados no Brasil. A previsão está no estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental.

De acordo com o dirigente, a estimativa é que até 8 mil empregos diretos e indiretos vão ser gerados com as obras de finalização da planta. Na fase de obras a empresa projetou a contratação de cerca de 5 mil trabalhadores, enquanto na fase de operação, está prevista a geração de aproximadamente 505 postos de trabalho.

As obras da fábrica em Três Lagoas começaram em 2011 e deveriam ser concluídas em três anos e meio, mas foram paralisadas em dezembro de 2014 com 81% concluídas, quando a Petrobras rescindiu contrato com o consórcio responsável pela construção alegando não cumprimento de compromissos trabalhistas e com fornecedores.

“Somos uma empresa integrada, que está olhando para o futuro e para a transição energética. Com a nossa capacidade tecnológica e operacional, facilidade logística e acesso a matéria prima, temos todos os elementos para fazer essa transição que é o futuro da Petrobras e das principais petrolíferas do mundo” afirma Jean Paul Prates.

UFN-III no PAC e o MS

A UFN-III terá um papel fundamental na redução da dependência sul-mato-grossense dos nitrogenados, contribuindo também para o País atingir a autonomia no setor de fertilizantes. Em 2022, Mato Grosso do Sul importou 145,8 mil toneladas de ureia e 205 mil toneladas de sulfato de amônia; em 2023 aumentaram as importações: 177,17 mil/ton de ureia e 211 mil/ton de amônia.

O Brasil é grande importador de fertilizantes. Em 2022, conforme dados apurados pela Assessoria de Economia e Estatística da Semadesc, foram importados 7,09 milhões de toneladas de fertilizantes a base de ureia e 5 milhões de toneladas de sulfato de amônia; em 2023 os números passaram para 7,3 milhões/ton de ureia e 5,11 milhões/ton de amônia.

FONTE:

https://www.brasil247.com/economia/prates-diz-que-a-petrobras-tem-interesse-em-investir-no-setor-de-fertilizantes