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TRÊS PASSOS ERRADOS QUE ACELERAM O DECLÍNIO DOS EUA

A compreensão da transição do status mundial de “potência única” para a “multipolaridade” deve ter como uma das vias da análise os passos dados pela potência em declínio, os EUA.

Para que isto ocorra de maneira imparcial e intelectualmente honesta, se faz necessário que sejam abandonadas a idolatria e o preconceito. Questionar aquilo que a imprensa mainstream apresenta, também é uma iniciativa válida.

Neste post, proponho a reflexão em três etapas sobre os erros da política internacional dos EUA e o seu papel no conflito de Gaza e na guerra por procuração na Ucrânia. Partilho os meus pontos de vista heterodoxos sobre estas questões, centrando-me na influência do Lobby de Israel na política dos EUA e nas motivações implícitas ao envolvimento dos EUA nestes conflitos.

Etapa 1: Influência do Lobby de Israel na política dos EUA

A influência significativa do Lobby de Israel na política dos EUA, especialmente na definição da política externa dos EUA em relação a Israel é um sinal claro da perda da soberania norte-americana.

Esta submissão, como um país que se vende, torna visível que esta influência tem conduzido os norte-americanos frequentemente a decisões tendenciosas que dão prioridade aos interesses de Israel em detrimento dos próprios interesses e também dos interesses de outros países envolvidos nos conflitos.

A situação chegou a um ponto tão crítico que a abstenção dos EUA na votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para um cessar-fogo em Gaza, foi visto por muitos líderes políticos de diferentes países e regiões como um ato de covardia e medo dos EUA em relação ao modo como iriam reagir os sionistas de Israel que comandam o genocídio contra o povo da Palestina.

Etapa 2: Motivações subjacentes ao envolvimento dos EUA no conflito de Gaza e na guerra por procuração na Ucrânia

As motivações subjacentes ao envolvimento dos EUA tanto no conflito de Gaza como na guerra por procuração na Ucrânia, reforçam a tese de que sob a pressão do Lobby de Israel os EUA defendem interesses estratégicos, econômicos e ideológicos nestas regiões, que impulsionam a sua desastrosa intervenção.

Por isso, a expressão “até o último ucraniano” foi interpretada pelos mais atentos como um aviso de que o sacrifício e as mortes dos ucranianos e de outros povos são parte de um plano egoísta do Lobby de Israel, usando a ambição norte-americana de se firmar como potência única.

Isto, em muito, aumenta a desconfiança da comunidade internacional nas parcerias com os norte-americanos. Além de aprofundar os problemas internos, sacrificando o próprio povo norte-americano.

Esta etapa 2 reforça a etapa anterior, pois também apresenta os riscos do cumprimento de um papel menor da política norte-americana, graças à pressão de grupos de interesse na definição das ações dos EUA, dentro e fora do país.

Etapa 3: A diferença entre a propaganda e a realidade

Quem acompanha o meu trabalho sabe que busco fomentar a reflexão dos temas internacionais através de aspectos heterodoxos. Por isso, tenho denunciado diariamente a redução do papel da imprensa ocidental ao de uma mera máquina de propaganda.

Este alerta é feito para que sejam abertas perspetivas críticas sobre o papel dos EUA na geopolítica, e até no sacrifício do próprio povo, para atender demandas estranhas àquelas que deveria defender ao tentar se impor como a maior (e única) potência do planeta.

Atualmente, os resultados nos conflitos de Gaza e na guerra por procuração na Ucrânia desafiam as narrativas dominantes e denunciam as complexas dinâmicas em jogo. Especialmente no uso de armas como “sanções econômicas” como último recurso.

NOTA DESTE OBSERVADOR DISTANTE

A crítica que pretendo fazer tem como objetivo levar mais e mais pessoas a uma reavaliação das crenças e suposições mais comuns sobre a postura dos EUA nas relações internacionais, com ênfase nestes conflitos de Gaza e Ucrânia. Ao mesmo tempo, procuro reforçar o perigoso mergulho que muitos países dão na piscina vazia dos EUA. Especialmente porque os norte-americanos agem como mercenários, corrompidos pelo lobby sionista. E a cada nova “missão” acabam por ignorar a própria existência enquanto nação.

Por tudo isso, falar sobre declínio dos EUA é ter a capacidade de enxergar o que realmente acontece no mundo. Para isso, basta observar com os próprios olhos e não com a passividade de um decodificador de mensagens distorcidas da imprensa mainstream.

FONTE: https://x.com/wcalasanssuecia/status/1772906800091734239?s=20