Nas últimas 48 horas, a Rússia destruiu quase 90% da logística de Kiev. Foram 40 horas de ataques sem parar com centenas de drones e dezenas de mísseis. Sem contar as cerca de 250 bombas planadoras.
Mas antes de falar sobre isso, vamos esclarecer a tal “falta de gasolina” na Rússia que a imprensa ocidental repete todo santo dia. A imprensa fala como se a Ucrânia tivesse destruído todas as refinarias do país. Só que a Rússia é o maior país do mundo. A escassez está acontecendo em dois oblasts que estão sofrendo ataques diretos da guerra. O resto do país está normal.
É como se faltasse gasolina no Acre e a imprensa dissesse que falta gasolina no Brasil inteiro. Não é verdade.
Agora, sobre os ataques a Kiev: a Rússia está usando a estratégia de exaustão. Destruir a logística antes de avançar. As bombas planadoras estão sendo usadas em massa porque são baratas e precisas. Cada uma custa cerca de 20 mil dólares e destrói alvos que custaram milhões. A Ucrânia não tem defesa contra isso. No ataque de 5 de agosto, a Ucrânia admitiu que não abateu nenhum míssil balístico em Kiev. Zero.
A Rússia não está correndo. Está limpando o caminho. Destruindo o que alimenta a capital. Quando a logística acabar, as tropas entram.
A pergunta que fica é: quanto tempo Kiev aguenta esse cerco?
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