Mohammed bin Salman talvez tenha apresentado a proposta de paz mais realista desde o início da crise no Oriente Médio.
E o detalhe mais impressionante:
os iranianos gostaram da ideia.
Qual seria a base desse acordo?
De forma resumida:
um tratado regional de não agressão entre os países do Oriente Médio, com respeito mútuo às fronteiras, redução das tensões e retomada gradual da navegação em Ormuz conforme as sanções contra o Irã fossem sendo flexibilizadas.
Ou seja:
menos guerra…
mais comércio…
e estabilidade para toda a região.
Mas o ponto que mais chamou atenção nos bastidores foi outro:
esse acordo seria negociado ENTRE os próprios países do Oriente Médio…
sem participação direta dos EUA.
E isso mostra uma mudança geopolítica gigantesca:
pela primeira vez em décadas, potências regionais começam a discutir segurança do Golfo sem depender totalmente de Washington.
A Arábia Saudita percebeu uma coisa:
guerra permanente só destrói investimentos, assusta empresas e coloca o próprio reino em risco.
E existe outro detalhe delicado:
os sauditas também entenderam que ter bases americanas no território pode transformar o país automaticamente em alvo numa guerra regional.
Nos últimos anos, várias instalações estratégicas sauditas foram atacadas justamente no contexto da rivalidade envolvendo EUA, Irã e aliados regionais.
Por isso Mohammed bin Salman parece cada vez mais interessado numa estratégia mais pragmática:
menos ideologia,
menos confronto direto,
e mais estabilidade para transformar o Oriente Médio num centro global de negócios e energia.
FONTE: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=2169956453806845&id=100023775335580