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Cidades precisam se adaptar diante do avanço dos fenômenos climáticos extremos

CIDADES E SOLUÇÕES — As mudanças climáticas impõem um novo desafio às cidades brasileiras: se adaptar para reduzir os impactos de enchentes, deslizamentos e outros fenômenos climáticos extremos. No Cidades e Soluções deste sábado (26), André Trigueiro conversou com especialistas sobre esse assunto.

Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas, ressalta que a adaptação não significa impedir as mudanças, mas reduzir seus efeitos. “Você não pode, talvez, mudar o curso do que vai acontecer, mas pode se adaptar para que o impacto seja o menor possível.”

Para o pesquisador Paulo Artaxo, a adaptação precisa considerar as características de cada região. “Você não adapta um Brasil inteiro. Você adapta cada município, as peculiaridades daquele município. Então isso traz uma dificuldade política importante, porque depende da sensibilidade de cada prefeito e de cada governador.”

Cerca de 10 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no país. Dados acompanhados pelo Tribunal de Contas da União mostram que, entre 2012 e 2026, os gastos com resposta e reconstrução após desastres foram quase três vezes maiores do que os investimentos em prevenção. “Se a gente não faz a prevenção, a probabilidade de a gente ter danos nos municípios, danos patrimoniais, danos nas famílias, no comércio, é muito maior”, diz o auditor do TCU Fábio Augusto de Amorim.

Trigueiro foi até Muçum, no Rio Grande do Sul. A cidade, que cresceu em torno de um rio, decidiu mudar de rumo após sucessivas tragédias.

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