Segmento alcançou 23,3% dos emplacamentos de carros zero em julho, impulsionado por elétricos, híbridos e pela expansão das marcas chinesas no país.
247 – O mercado brasileiro de veículos eletrificados alcançou um novo recorde em julho, com 61.781 unidades vendidas, o equivalente a 23,3% dos emplacamentos de carros zero no país. No acumulado de 2026, já são 303.831 veículos eletrificados comercializados, uma alta de 123% em relação às 136.008 unidades registradas no mesmo período de 2025.
Os dados são da consultoria automotiva Bright Consulting e foram divulgados em reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (3). A categoria reúne elétricos puros, híbridos plug-in, híbridos convencionais, híbridos leves e veículos elétricos com extensor de autonomia.
O avanço dos eletrificados ocorre em meio ao crescimento das montadoras chinesas no Brasil. Em julho, essas marcas responderam por 23% das vendas totais do setor automotivo, incluindo também veículos não eletrificados. A participação havia sido de 19,8% em junho. Segundo a reportagem, as fabricantes chinesas atuam majoritariamente com modelos eletrificados.
Elétricos puros puxam avanço
Entre os carros elétricos puros, conhecidos pela sigla BEV, foram vendidas 25.764 unidades em julho. A BYD liderou esse segmento com 14.760 emplacamentos, o equivalente a 57,3% do total. O Dolphin Mini foi o modelo mais vendido da categoria, com 7.265 unidades.
Nos híbridos plug-in, ou PHEV, foram comercializadas 19.842 unidades, 32,10% do total de eletrificados vendidos no mês. A BYD também apareceu na liderança, com 8.703 unidades, o equivalente a 43,9% do segmento. O Song Pro foi o modelo mais procurado, com 4.156 emplacamentos.
A Bright Consulting afirmou que a eletrificação segue como o principal vetor estrutural do mercado automotivo brasileiro. A consultoria destacou a concentração da BYD nos modelos puramente elétricos e plug-in, “o que representa risco de dependência da cadeia, mas também confirma a força competitiva da marca no segmento”.
BYD e GWM batem recordes
A BYD informou que julho foi o melhor mês de sua história no Brasil em vendas. A montadora chegou à quarta posição no ranking geral de fabricantes no país e viu sua participação de mercado mais que dobrar em um ano, passando de 4,3% para 9,1%.
Ao todo, a empresa emplacou 23.465 veículos em julho, alta de 142,4% em relação ao mesmo mês de 2025, quando havia vendido 9.680 unidades.
A GWM Brasil também registrou seu melhor desempenho mensal desde o início das operações no país. Foram 9.297 veículos emplacados em julho, resultado que levou a marca à oitava posição no ranking nacional de vendas.
Híbridos também ganham espaço
Além dos elétricos puros e dos híbridos plug-in, o levantamento mostra crescimento de outras tecnologias de eletrificação. Os híbridos convencionais, ou HEV, que combinam motor a combustão e motor elétrico, somaram 9.824 unidades vendidas em julho, 15,90% do total.
Os híbridos leves, conhecidos como MHEV, tiveram 5.797 unidades comercializadas. Essa tecnologia combina um motor a gasolina ou diesel com um pequeno motor elétrico de apoio.
Já os veículos elétricos com extensor de autonomia, chamados de REEV, registraram 554 unidades vendidas. Nesse tipo de automóvel, as rodas são movidas exclusivamente por motor elétrico, enquanto o motor a combustão funciona apenas como gerador para recarregar a bateria.
Mercado total cresce, mas média diária cai
O mercado brasileiro de veículos leves também encerrou julho em alta. Foram 264.775 emplacamentos no mês, crescimento de 1,6% sobre junho, quando haviam sido vendidas 260.498 unidades, e avanço de 15% em relação a julho de 2025, com 230.227 veículos.
No acumulado de 2026, o setor chegou a 1,6 milhão de unidades emplacadas, alta de 18,9% sobre o mesmo período de 2025, quando o volume foi de 1,3 milhão.
A Bright Consulting avaliou que os resultados seguem acima das expectativas iniciais para o ano. “Os números seguem positivos e claramente acima das projeções iniciais para 2026, sustentados pela combinação de recuperação do índice de confiança do consumidor, avanço acelerado dos eletrificados (que já representam 23,3% do mercado e cresceram 123% no acumulado do ano) e forte entrada de novos modelos chineses, cuja participação atingiu 23,0% em julho”, afirmou a consultoria.
Apesar do crescimento mensal, a média diária de vendas recuou. Julho teve 23 dias úteis, contra 21 em junho. Mesmo com dois dias úteis a mais, o volume total avançou apenas 1,6%. Com isso, a média diária caiu de 12.405 unidades em junho para 11.512 em julho, queda de 7,2%.
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FONTE: https://www.brasil247.com/economia/com-aumento-recorde-de-123-brasil-ja-vendeu-303-mil-carros-eletrificados-em-2026/