Chanceler Bruno Rodríguez reforça laços internacionais em Genebra e critica medidas do presidente de Trump.
247 – A atuação diplomática de Cuba ganhou destaque na 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, onde o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, intensificou articulações bilaterais e voltou a denunciar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao país caribenho, informa a Telesur.
Rodríguez utilizou reuniões oficiais e encontros paralelos para consolidar alianças históricas, defender o multilateralismo e criticar as sanções que, segundo Havana, impactam diretamente a economia e o abastecimento energético da ilha.
Ao longo do Segmento de Alto Nível da ONU, o chanceler cubano manteve conversas com autoridades de diferentes continentes. Entre os interlocutores estiveram os ministros das Relações Exteriores da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin; do Quirguistão, Jeenbek Kulubaev; e de Timor-Leste, Bendito Freitas. Também se reuniu com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, e com representantes de Senegal, Indonésia, África do Sul, Angola, Venezuela, Maldivas e Portugal.
Em suas intervenções, Rodríguez enfatizou a defesa da Carta das Nações Unidas e o papel do multilateralismo como eixo das relações internacionais. Nas redes sociais, o chanceler declarou: “Condenamos veementemente o genocídio de Israel contra os palestinos e reafirmamos nosso firme compromisso com a paz, o reconhecimento de um Estado palestino independente e o retorno dos refugiados”.
A agenda incluiu ainda reunião com Tatiana Valovaya, diretora-geral do Escritório da ONU em Genebra, e um encontro com Rebeca Grynspan, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), ocasião em que o ministro agradeceu a assistência técnica prestada pelo organismo internacional.
Bloqueio e impacto energético
Segundo a reportagem, em todos os compromissos diplomáticos o representante cubano alertou para o bloqueio dos Estados Unidos às importações de petróleo destinadas a Cuba. A medida ganhou novo capítulo em 29 de janeiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara Cuba como uma suposta ameaça “incomum e extraordinária” à segurança norte-americana.
A decisão autoriza Washington a aplicar sanções a mercadorias de países que forneçam petróleo à ilha, o que, conforme apontado pela matéria, aprofunda os efeitos do bloqueio já existente. O impacto atinge diretamente o setor energético cubano, ao dificultar o fornecimento de combustíveis e ampliar as restrições econômicas enfrentadas pelo país.
A ofensiva diplomática em Genebra, portanto, combinou a busca por cooperação internacional com a denúncia das sanções norte-americanas, em um momento considerado estratégico para a política externa cubana no âmbito das Nações Unidas.
Foto: Chancelaria cubana/Granma
FONTE: https://www.brasil247.com/americalatina/cuba-amplia-aliancas-na-onu-e-denuncia-bloqueio-dos-eua