População ocupada chega a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica do IBGE.
247 – A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, apresentando uma queda de 0,3 ponto percentual em comparação com o trimestre encerrado em maio (5,6%) e recuo de 0,3 ponto percentual frente ao mesmo período de 2025 (5,6%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, registrando um recuo de 4,6% (menos 281 mil pessoas) frente ao trimestre de março a maio de 2026, quando somava 6,1 milhões. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando também figurava em 6,1 milhões, a queda foi de 4,9%, o que representa uma diminuição de 300 mil pessoas em busca de emprego.
Em contrapartida, a população ocupada alcançou o maior nível da série histórica, totalizando 103,5 milhões de trabalhadores. O contingente apresentou um crescimento de 0,8% no trimestre (ganho de 774 mil pessoas) e um avanço de 1,0% na comparação anual (mais 1,1 milhão de pessoas). O nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — fixou-se em 58,9%, subindo 0,3 ponto percentual em relação aos 58,6% do trimestre anterior e mantendo-se estável frente aos 58,8% registrados no mesmo período do ano passado.
A força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e desocupadas, atingiu o recorde da série histórica com 109,3 milhões de pessoas. O número representa uma alta de 0,5% (mais 493 mil pessoas) frente ao trimestre encerrado em maio e um aumento de 0,7% (mais 760 mil pessoas) no confronto interanual.
Subutilização, desalento e inatividade
A taxa composta de subutilização situou-se em 13,1%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior (13,3%) e registrando queda de 1,0 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025 (14,1%). A população subutilizada totalizou 15,0 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre, mas com recuo de 6,5% no ano (menos 1,0 milhão de pessoas).
Dentro desse conjunto, a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,3 milhões de pessoas, apresentando estabilidade no trimestre e recuo de 6,2% no ano (menos 286 mil pessoas). A população fora da força de trabalho foi estimada em 66,4 milhões de pessoas, ficando estável no trimestre e avançando 0,9% na comparação anual (mais 561 mil pessoas).
O contingente de pessoas desalentadas somou 2,4 milhões, mantendo a estabilidade no trimestre e apresentando queda de 11,9% no ano (menos 317 mil pessoas). O percentual de desalentados na força de trabalho ficou em 2,1%, estável no trimestre e com recuo de 0,3 ponto percentual no ano (2,4%).
Posição na ocupação e informalidade
No setor privado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada (exceto trabalhadores domésticos) alcançou o patamar recorde de 39,5 milhões de trabalhadores, permanecendo estável tanto na comparação trimestral quanto na anual. O contingente de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,7 milhões, também mostrando estabilidade nos dois períodos comparativos.
O trabalho por conta própria envolveu 26,1 milhões de pessoas, enquanto o contingente de trabalhadores domésticos somou 5,5 milhões, ambos sem variações estatisticamente significativas no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, correspondendo a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador variou em relação aos 37,3% (38,3 milhões de pessoas) do trimestre encerrado em maio e aos 38,0% (38,9 milhões de pessoas) registrados no trimestre de junho a agosto de 2025.
Setores de atividade econômica
Na análise por grupamentos de atividade, a ocupação no trimestre de junho a agosto de 2026 em relação ao trimestre de março a maio registrou altas significativas nos segmentos de Indústria Geral (2,0%, ou mais 265 mil pessoas) e Construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas). Os demais setores não registraram variações significativas. Na comparação anual, destacou-se o grupamento de Transporte, armazenagem e correio, que cresceu 6,1% (mais 358 mil pessoas).
Rendimento e massa salarial
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777, mantendo-se estável no trimestre e registrando expansão de 3,7% no confronto anual. A massa de rendimento real habitual atingiu o recorde histórico de R$ 385,6 bilhões, com alta de 1,4% no trimestre (incremento de R$ 5,2 bilhões) e crescimento de 4,8% na comparação anual (acréscimo de R$ 17,5 bilhões).
Por grupamento de atividade, o rendimento médio mensal real no trabalho principal subiu na categoria de Serviços domésticos (2,3%, ou mais R$ 33) na comparação com o trimestre de março a maio. Em relação ao mesmo período de 2025, houve avanços na Indústria (4,0%, ou mais R$ 141), no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,8%, ou mais R$ 140) e nos Serviços domésticos (4,6%, ou mais R$ 64).
Por posição na ocupação, o rendimento frente ao trimestre anterior cresceu para os Trabalhadores domésticos (2,3%, ou mais R$ 33). Na comparação anual, verificou-se alta nas categorias de Empregado com carteira assinada (2,4%, ou mais R$ 81), Trabalhador doméstico (4,6%, ou mais R$ 64) e Trabalhador por conta própria (5,3%, ou mais R$ 159).
FOTO: Ricardo Stuckert/PR
FONTE: https://www.brasil247.com/economia/desemprego-cai-para-53-no-trimestre-encerrado-em-agosto-e-brasil-atinge-novo-recorde-de-ocupacao/