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Entreguismo direitista antinacional neoliberal eleitoral contra Lula

O manifesto antinacional da direita e a urgência do desenvolvimentismo.

O editorial d’O Globo, na terça-feira (18), puxa o cordão da direita fascista, que tem como âncora em seu programa eleitoral o chamado “Tesouraço”, versão da “Motosserra” de Javier Milei, na Argentina.

Trata-se de reduzir a pó o Estado como agente desenvolvimentista, acelerando privatizações justamente no momento em que a maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, mostra a sua pujança desenvolvimentista ao descobrir petróleo na Margem Equatorial do Amazonas, no Amapá, sinalizando um futuro promissor ao Brasil no cenário internacional.

Por isso, Donald Trump está aplaudindo os vendilhões da pátria, fantasiados de Silvério dos Reis.

Na esteira do comentário do jornal, os economistas neoliberais, como Zeina Latif, que tem coluna reservada lá para defender o ponto de vista dos bancocratas da Faria Lima, fartam-se em pregar cortes nos gastos sociais, as chamadas despesas não financeiras, enquanto nada pregam sobre as despesas financeiras — as que realmente pesam, para valer, estourando as contas públicas por conta dos juros extorsivos.

Latif e Cia. Ltda. repetem, incansavelmente, o mesmo bordão neoliberalizante de que os juros sobem porque o governo gasta demais no que, na verdade, não é despesa, mas investimentos, porque voltam à economia em forma de empregos, renda, consumo, arrecadação e inversão produtiva.

Não querem mais produção, mas esfriamento econômico neoliberal.

É preciso, segundo eles, esfriar a demanda, capando investimentos; afinal, para os neoliberais, o prioritário não é elevar a oferta de bens e serviços — o que, logicamente, equilibraria as pressões inflacionárias —, mas, sim, barrar o agente fundamental, o Estado, que a dinamizaria via investimentos, como faz a política social lulista, já que estão barrados pelos juros altos.

Vanguarda do atraso econômico

Nesse sentido, a economia brasileira, sob as pressões da bancocracia, que prega prioridade absoluta à redução da demanda para esfriá-la — a fim de garantir, com o juro alto que essa lógica econômica produz, os lucros do rentismo especulativo —, dá espetáculo de perplexidade ao mundo.

Lá fora, os governos capitalistas — especialmente na Europa, no Japão e, principalmente, nos Estados Unidos, sem falar na desenvolvimentista China e na nacionalista Rússia — renunciam, explicitamente, à pregação em vigor do neoliberalismo tupiniquim.

Eles, ao contrário do que está ocorrendo por aqui, retomam os gastos públicos em infraestrutura, porque a onda de privatização que adotaram desde os tempos de Margaret Thatcher, na Inglaterra, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, nos anos 1980/90, não resultou em alavancagem dos investimentos.

Pelo contrário: no comando das empresas estatais privatizadas de energia, transportes etc., o setor privado estancou os investimentos enquanto elevou as tarifas, intensificando pressões inflacionárias por tentar segurar a demanda diante do esfriamento da oferta.

Resultado: nos Estados Unidos e na Europa, a economia patinou; os americanos perderam competitividade para a China, enquanto os europeus, idem, estão em compasso de espera, desesperados, porque Donald Trump, hoje, os deixa na mão, enquanto se mostram propensos às parcerias com os chineses, que invadem seu mercado, ganhando concorrência.

Direita tupiniquim vendelhã da pátria

Os candidatos de ultradireita e direita no Brasil e na América Latina, portanto, estão na contramão da história econômica capitalista ao insistirem em programas econômicos cuja prioridade são cortes nos gastos públicos e aprofundamento de privatizações, rendidos que estão às receitas do neoliberalismo de segurar a demanda diante da oferta disponível, alavancada por programas sociais desenvolvimentistas, como o do governo Lula.

Eis por que Lula é o alvo de Donald Trump, empenhado em derrubá-lo nas eleições de outubro, visto que teme o desenvolvimentismo, arma que barraria suas pretensões de eternizar a América Latina como quintal exclusivo dos Estados Unidos.

Subordinados às demandas do mercado financeiro especulativo — pregador da receita de segurar a oferta para esfriar o consumo e barrar investimentos, o que eleva os juros para priorizar o pagamento dos serviços da dívida, esterilizando atividades produtivas e levando-as à bancarrota (olha a Casas Bahia aí!) —, a direita e a ultradireita tupiniquim pregam o equívoco total como programa eleitoral.

Flávio (PL), Caiado (PSD), Zema (NOVO), Renan Santos (MISSÃO) etc., próceres da reação, visam combater, prioritariamente, não as causas do modelo neoliberal, mas as consequências que ele produz: a violência e a insegurança social.

Os bandidos que dominam territórios nos estados federativos, sob políticas de segurança controladas por cúpulas políticas corruptas e sintonizadas com o bolsonarismo fascista, têm sua origem na escassez dos investimentos que impedem o avanço da oferta para satisfazer a demanda; são frutos do neoliberalismo entreguista, antireformista da política e da economia, adequados aos interesses favoráveis apenas à multiplicação da riqueza dos especuladores da Faria Lima, aliados do trumpismo bolsonarista imperialista.

FOTO: Ricardo Stuckert

FONTE: https://www.brasil247.com/blog/entreguismo-direitista-antinacional-neoliberal-eleitoral-contra-lula/