Moeda americana recua a até R$ 4,95 com expectativa de alternância de poder, enquanto Ibovespa atinge maior nível histórico
Analistas avaliam candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como mais propensa a uma agenda de ajuste fiscal
O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de otimismo histórico nesta segunda-feira (5). O Ibovespa superou a marca inédita dos 200 mil pontos, impulsionado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. A liderança surpreendente do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas causou uma forte onda de alívio nos ativos locais, provocando o recuo do dólar para a faixa de R$ 4,95 e derrubando as taxas de juros futuros.
A reação generalizada reflete a recalibragem rápida das expectativas por parte dos investidores. Até a abertura das urnas, a média das pesquisas indicava o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente. Contudo, a contagem oficial apontou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, garantindo a dianteira para a disputa de segundo turno agendada para 25 de outubro.
Os números do recorde histórico
- Ibovespa: O principal índice da bolsa brasileira abriu em forte alta superior a 4%, superando o teto psicológico dos 200 mil pontos pela primeira vez e registrando picos ao longo do dia.
- Câmbio: O dólar comercial despencou cerca de 4,5%, quebrando a barreira dos R$ 5,00 e operando nas mínimas de R$ 4,95.
- Juros Futuros (DI): Os contratos de longo prazo cederam mais de 100 pontos-base, sinalizando menor prêmio de risco país.
- Fundos no Exterior: Durante a madrugada, fundos de índices (ETFs) de ações brasileiras negociados em Nova York já antecipavam o movimento com altas superiores a 12%.
Raciocínio do Mercado: Ajuste Fiscal e Governabilidade
Para analistas e gestores, o avanço de Flávio Bolsonaro sinaliza uma probabilidade elevada de alternância de poder. Para informações oficiais sobre a composição eleita e dados sobre a bancada de deputados e senadores, consulte o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Especialistas da Manchester Investimentos e de grandes bancos estrangeiros avaliam que o plano econômico associado ao PL tende a ser mais austero, com foco direto no controle de gastos públicos e no reequilíbrio fiscal. A perspectiva de um governo inclinado a privatizações e reformas estruturais impulsionou principalmente as ações de empresas estatais, tradicionalmente mais sensíveis ao cenário político.
Embora o segundo turno prometa uma disputa acirrada nas próximas semanas, operadores de mercado passaram a precificar a virada da oposição como o cenário base, reduzindo a volatilidade de curto prazo e atraindo o ingresso imediato de capital estrangeiro.
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FONTE: Agência de Notícias ABJ – Associação Brasileira dos Jornalistas
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