Presidente rejeitou foco em ações militares, mas defendeu cooperação internacional contra o crime organizado.
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas deve priorizar alternativas econômicas e cooperação internacional, em vez da instalação de bases militares em outros países. A declaração foi dada após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.
Durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, Lula afirmou que apresentou a Trump uma visão diferente sobre o enfrentamento do narcotráfico, baseada em desenvolvimento econômico e responsabilidade compartilhada entre os países.
Lula defende alternativa econômica para combater narcotráfico
Ao comentar a conversa com Trump, Lula criticou modelos históricos de combate às drogas que priorizam ações militares sem atacar as causas sociais e econômicas do problema.
“Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece alternativa de outro produto para que alguém possa plantar a ganhar dinheiro? E nós temos que incentivar o plantio de outra coisa e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Enquanto houver gente necessitada de recursos e consumidores, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado”, afirmou.
Segundo o presidente, enquanto houver pobreza, exclusão social e mercado consumidor, o tráfico continuará avançando em diversas regiões do planeta.
Brasil propõe cooperação internacional contra o crime
Lula também revelou que não discutiu com Donald Trump a possibilidade de facções criminosas brasileiras serem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos, hipótese levantada recentemente em setores do governo norte-americano.
“Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump, partindo dele falar de alguma facção no Brasil”, declarou.
O presidente afirmou ainda que o Brasil está disposto a colaborar na criação de um grupo internacional de combate ao crime organizado, reunindo países da América do Sul, da América Latina e outras nações interessadas em uma ação coordenada.
“Eu disse a ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América Latina e quiçá, com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado”, disse Lula. Na avaliação de Lula, o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas precisa ocorrer de forma conjunta, sem hegemonia de um país sobre os demais.
Lula cita armas e lavagem de dinheiro ligadas aos EUA
Durante a coletiva, Lula destacou a experiência brasileira no combate ao crime organizado, citando o trabalho da Polícia Federal e operações contra o tráfico de drogas e armas.
O presidente também afirmou que parte das armas que circulam no Brasil tem origem nos Estados Unidos, além de mencionar esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo estados dos EUA. “Se a gente souber disso e colocar a verdade em torno da mesa, pode resolver em décadas o que não se resolveu em séculos”, disse.
Segundo Lula, um esforço multinacional baseado em transparência, cooperação e responsabilidade compartilhada pode produzir resultados mais rápidos e eficazes do que as estratégias adotadas até agora no combate ao narcotráfico internacional.
Lula diz que não discutiu com Trump classificação de facções como organizações terroristas
Presidente rejeitou foco em ações militares, mas defendeu cooperação internacional contra o crime organizado

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas deve priorizar alternativas econômicas e cooperação internacional, em vez da instalação de bases militares em outros países. A declaração foi dada após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.
Durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, Lula afirmou que apresentou a Trump uma visão diferente sobre o enfrentamento do narcotráfico, baseada em desenvolvimento econômico e responsabilidade compartilhada entre os países.
Lula defende alternativa econômica para combater narcotráfico
Ao comentar a conversa com Trump, Lula criticou modelos históricos de combate às drogas que priorizam ações militares sem atacar as causas sociais e econômicas do problema.
“Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece alternativa de outro produto para que alguém possa plantar a ganhar dinheiro? E nós temos que incentivar o plantio de outra coisa e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Enquanto houver gente necessitada de recursos e consumidores, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado”, afirmou.
Segundo o presidente, enquanto houver pobreza, exclusão social e mercado consumidor, o tráfico continuará avançando em diversas regiões do planeta.
Brasil propõe cooperação internacional contra o crime
Lula também revelou que não discutiu com Donald Trump a possibilidade de facções criminosas brasileiras serem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos, hipótese levantada recentemente em setores do governo norte-americano.
“Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump, partindo dele falar de alguma facção no Brasil”, declarou.
O presidente afirmou ainda que o Brasil está disposto a colaborar na criação de um grupo internacional de combate ao crime organizado, reunindo países da América do Sul, da América Latina e outras nações interessadas em uma ação coordenada.
“Eu disse a ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América Latina e quiçá, com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado”, disse Lula. Na avaliação de Lula, o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas precisa ocorrer de forma conjunta, sem hegemonia de um país sobre os demais.
Lula cita armas e lavagem de dinheiro ligadas aos EUA
Durante a coletiva, Lula destacou a experiência brasileira no combate ao crime organizado, citando o trabalho da Polícia Federal e operações contra o tráfico de drogas e armas.
O presidente também afirmou que parte das armas que circulam no Brasil tem origem nos Estados Unidos, além de mencionar esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo estados dos EUA. “Se a gente souber disso e colocar a verdade em torno da mesa, pode resolver em décadas o que não se resolveu em séculos”, disse.
Segundo Lula, um esforço multinacional baseado em transparência, cooperação e responsabilidade compartilhada pode produzir resultados mais rápidos e eficazes do que as estratégias adotadas até agora no combate ao narcotráfico internacional.
Plano nacional de combate ao crime organizado
Lula confirmou ainda que o governo federal lançará, a partir da próxima semana, um novo plano nacional de combate ao crime organizado. Segundo ele, as ações terão investimento de R$ 960 milhões ainda em 2026 e devem focar especialmente no enfraquecimento financeiro das facções criminosas.
“A partir da semana que vem, vamos lançar um plano de combate ao crime organizado que é para valer. Vamos fazer algumas frentes, uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, afirmou o presidente.
FOTO: Ricardo Stuckert/PR
FONTE: https://www.brasil247.com/poder/lula-diz-que-nao-discutiu-com-trump-classificacao-de-faccoes-como-organizacoes-terroristas