Presidente projeta novo mandato com foco na proteção das riquezas naturais e na industrialização de minerais críticos.
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento da segurança territorial, a valorização das riquezas naturais do país e o investimento maciço na formação educacional como pilares centrais de uma eventual nova candidatura à Presidência da República, informa a entrevista concedida pelo chefe do Executivo nesta sexta-feira (14) às entrevistadoras Déia Freitas, do canal Não Inviabilize, e ao podcast As Cunhãs.
Ao projetar os objetivos de uma nova gestão à frente do Palácio do Planalto, o mandatário afirmou que a meta prioritária é elevar a posição do país no cenário internacional por meio da educação e do conhecimento técnico avançado. “Eu sou candidato a presidente da República porque acho que temos que dar um salto de qualidade no Brasil. Quero levar o Brasil ao padrão dos países altamente desenvolvidos. E começa pela educação. Não há exemplo no mundo de qualquer país que tenha se desenvolvido sem antes investir na educação. Investir muito na engenharia, em matemática, inteligência artificial”, declarou Lula.
Proteção das riquezas e geopolítica mundial
Além do salto educacional, o chefe do Executivo destacou que a conjuntura global instável exige uma postura mais firme do Brasil na proteção de seu patrimônio geopolítico e ambiental. “A segunda coisa que quero fazer é colocar a soberania e a defesa nacional no topo, porque o mundo está muito nervoso, tem muita encrenca no mundo e o Brasil tem muitos minerais críticos e terras raras. O Brasil tem a maior reserva florestal do mundo, tem 12% da água doce do mundo. O Brasil tem 216 milhões de pedras preciosas, que somos nós. Temos que cuidar do nosso povo”, enfatizou.
Nesse contexto de salvaguarda do patrimônio nacional, o presidente chamou a atenção para a dimensão das divisas brasileiras e a necessidade de monitoramento ostensivo das bordas do território. “Ao mesmo tempo temos que cuidar da nossa fronteira marítima, que tem 8 mil quilômetros, e da nossa fronteira seca, que são 16,8 mil quilômetros. É tudo nosso e temos que proteger isso”, pontuou.
Agregação de valor e conscientização popular
A estratégia para os recursos naturais, segundo Lula, deve romper com a lógica puramente agroexportadora e extrativista do passado, migrando para a industrialização e o processamento em solo nacional. “Essa é uma coisa que eu estou levando muito a sério, a questão da exploração e da transformação. Não queremos apenas extrair as terras raras. Queremos transformá-las. E não queremos vendê-las. Queremos fazer as coisas aqui, para que a gente coloque valor agregado nas coisas que a gente faz”, explicou.
Por fim, o presidente refletiu sobre a dinâmica da relação entre a gestão pública e a cidadania, argumentando que a verdadeira governança passa pela emancipação e consciência política do eleitorado. “Governar não é fazer uma coisa e achar que o povo vai te pagar com o voto. Não é assim que funciona e eu não trabalho assim. Quero que o povo aprenda por que as coisas têm que acontecer para ele”, concluiu Lula.
FOTO: Ricardo Stuckert
FONTE: https://www.brasil247.com/brasil/lula-quero-colocar-a-soberania-e-a-defesa-nacional-no-topo/