O posto vai mudar. O tabuleiro já mudou.
Em 25 de abril, o Ministro Alexandre Silveira anunciou que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina vai subir de 30% para 32% em maio.
A mídia leu como política de preço. É muito mais que isso.
O E32 corta exatamente o volume residual de gasolina que o Brasil ainda importa: cerca de 500 milhões de litros por mês. Esse volume vem majoritariamente dos Estados Unidos.
Em abril de 2025, as importações de gasolina americana cresceram 170% sobre 2024.
Em maio de 2026, o fluxo pode ser zero. O Brasil volta a ser autossuficiente em gasolina pela primeira vez em 15 anos.
A retaliação americana já aconteceu. Em agosto de 2025, Trump elevou a tarifa sobre etanol brasileiro para 52,5%. Antes era 2,5%. É um tarifaço de 20x.
Em troca, exige fim da tarifa brasileira de 18% sobre etanol americano. O Brasil não cedeu.
Trump precisa do Corn Belt. Base eleitoral dele, produz 1/3 do milho americano convertido em etanol. O setor opera em excesso de oferta.
Os EUA exportaram US$7,5 bilhões de etanol em 2024, recorde histórico. O Brasil era o maior comprador. O E32 fecha essa porta.
A produção brasileira de etanol de milho saltou 31% na safra 2024/25, para 8,2 bilhões de litros. Em 2025/26 chega a 10 bilhões. Mato Grosso, Goiás e Paraná viraram polo industrial.
O subproduto fecha o ciclo. DDG é o farelo proteico, sobra do etanol. Em 2025, o Brasil exportou 879 mil toneladas para 25 mercados. Em 14 de fevereiro de 2026, saiu o primeiro embarque para a China com 62 mil toneladas.
FONTE: https://www.instagram.com/p/DXm5Mx9EY71/?img_index=1