Enquanto Washington grita, o mundo negocia.
A China e o Canadá renovaram um acordo de swap cambial de 200 mil milhões de yuans. Tradução simples: menos dólar, mais yuan. Um gesto silencioso, mas profundamente simbólico. O império não treme com discursos — treme quando o dinheiro muda de rota.
Mais ainda: o Canadá aceitou importar milhares de veículos elétricos chineses com tarifas reduzidas. Ontem eram 100%, hoje são 6,1%. Não foi Pequim que mudou. Foi Ottawa que cansou de pagar a conta da guerra comercial americana.
E não é caso isolado. Coreia do Sul, Irlanda, Canadá… agora o Reino Unido prepara encontro com Xi Jinping. Alemanha e Argentina aguardam na fila. Todos aliados dos EUA. Todos a diversificar. Todos a perceber que dependência excessiva é suicídio geopolítico.
Trump prometeu força, mas entregou imprevisibilidade. Tarifas num dia, ameaças no outro, alianças tratadas como negócios de esquina. O resultado? Os “amigos” procuram alternativas. Não por amor à China, mas por medo do caos.
O mundo não está a escolher Pequim.
Está a fugir de Washington.
O dólar ainda manda. Mas já não manda sozinho. E quando os aliados começam a negociar em silêncio, é sinal de que o império já fala alto… porque já não manda como antes.
A História é cruel com quem confunde barulho com poder.
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