Quando falam do exército bielorrusso, citam os 17 mil soldados como se fosse uma limitação. Mas o que importa não é a Bielorrússia sozinha.
O que importa é o que a Rússia pode fazer no território bielorrusso.
Se Putin quiser atacar pelo norte amanhã, ele não precisa dos soldados do Lukashenko. Ele precisa:
1. Do território — que já tem. A fronteira norte da Ucrânia fica a 100 km de Kiev.
2. Da infraestrutura pronta — e as bases militares na Bielorrússia já estão preparadas para receber tropas russas.
3. Da capacidade de mover 100 mil soldados — e a Rússia já fez isso antes, em 2022.
Os analistas agem como se a Bielorrússia fosse lutar sozinha, com seus próprios soldados, com seu próprio equipamento.
Não é assim que funciona.
O QUE OS FATOS MOSTRAM
A Bielorrússia já é plataforma de guerra russa hoje:
· Os drones russos entram no espaço aéreo bielorrusso e cruzam para a Ucrânia
· A Bielorrússia trata soldados russos feridos em seus hospitais
· Tropas russas estão estacionadas no país desde 2022
· O ministro da Defesa russo, Belousov, disse abertamente que a cooperação militar está “se desenvolvendo ativamente”
· Lukashenko já pediu tropas russas adicionais e disse que elas ficariam subordinadas a ele se houver agressão
Quando um analista diz “a Bielorrússia não tem força para invadir”, ele está ignorando que a Rússia pode transformar os 17 mil em 100 mil em semanas.
Não precisa nem ser invasão. Pode ser só a ameaça. E a Ucrânia já é obrigada a manter dezenas de milhares de soldados na fronteira norte, esperando.
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