Economista aponta que a disputa eleitoral está aberta, critica o alinhamento automático da oposição a Washington e condena oferta inédita de grupo de transição com o governo americano.
247 — A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026 segue inteiramente em aberto e carrega o futuro da soberania nacional. É o que defende o economista Paulo Nogueira Batista Júnior em um depoimento contundente gravado para estudantes de Relações Internacionais da PUC de Campinas e divulgado pela TV 247. Para o especialista, a margem estreita do primeiro turno — liderada por Flávio Bolsonaro — pode ser revertida se a sociedade tomar consciência dos riscos dramáticos que o país corre.
“A batalha continua, a luta continua, a eleição não está liquidada”, afirmou Nogueira Batista Jr., ressaltando que a reversão é plenamente possível caso os eleitores compreendam a gravidade do momento político.
Independência crítica e o perfil dos candidatos
Fazendo questão de demarcar sua posição, o economista pontuou que sua análise não parte de um ufanismo cego ou de subordinação partidária. Declarando-se crítico de aspectos do próprio Partido dos Trabalhadores e do governo, ele pondera que o cenário opõe duas figuras com projetos de país absolutamente inconciliáveis.
De um lado, descreve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um líder experiente, equilibrado e de forte prestígio internacional, que atua como um “instrumento de defesa do Brasil contra o desastre” e de preservação da sanidade democrática.
Do outro, o economista não poupa críticas ao adversário, rotulando-o como um candidato associado a velhas denúncias de corrupção, ligações com as milícias e a uma postura que apelidou de “um Milei brasileiro” — ou seja, um aspirante a subalterno das potências estrangeiras.
O risco da vassalagem e a “oferta de transição” a Washington
O ponto alto da denúncia feita por Nogueira Batista Jr. diz respeito à política externa e à postura da oposição frente à investida agressiva dos Estados Unidos no hemisfério ocidental sob a administração de Donald Trump. O economista alertou que o Brasil não pode se dar ao luxo de eleger um candidato que se propõe a ser vassalo de potências estrangeiras.
Como prova cabal dessa submissão, ele revelou os desdobramentos de uma correspondência entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo o relato, Rubio agradeceu formalmente a uma oferta — descrita pelo economista como a mais “descaradamente entreguista” de toda a história diplomática brasileira — feita pelo candidato da oposição: a criação de um grupo de transição integrado com o governo dos Estados Unidos em caso de vitória nas urnas.
“Em toda a minha longa vida observando as relações internacionais do Brasil, eu nunca vi algo tão descaradamente entreguista quanto essa promessa […] O que Flávio Bolsonaro ofereceu ao governo americano é uma equipe de transição com governo estrangeiro. Isso é gravíssimo”, enfatizou.
Apelo à mobilização cívica
Diante do risco de subversão da soberania nacional, o economista encerrou sua manifestação com um apelo direto aos estudantes e cidadãos. Ele convocou cada eleitor comprometido com o futuro do país a sair da neutralidade e atuar ativamente na reta final da campanha, buscando convencer indecisos e conquistar pelo menos um voto em favor da estabilidade e do desenvolvimento soberano representado por Lula.
Assista ao depoimento completo na TV 247: Paulo Nogueira Batista Júnior: a luta continua e a eleição não está perdida
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
FONTE: https://www.brasil247.com/brasil/paulo-nogueira-batista-jr-lula-pode-virar-e-flavio-bolsonaro-significa-vassalagem/