A guerra na Ucrânia entrou numa nova fase e uma declaração de Vladimir Putin chamou atenção pelo momento em que aconteceu.
Depois de uma série de ataques ucranianos contra infraestruturas russas, incluindo refinarias e zonas estratégicas, a resposta de Moscovo chegou com uma forte ofensiva de mísseis contra Kiev.
Mas foi uma mensagem de Putin que gerou mais debate: o reconhecimento de que a Rússia atravessa um período “difícil” e de transformação.
Para muitos analistas, esta não foi apenas uma frase política. Num sistema onde cada palavra do presidente russo é cuidadosamente escolhida, admitir dificuldades pode significar duas coisas: reconhecer uma realidade interna mais complicada ou preparar a população para novos esforços.
E é aqui que surge a grande questão.
Apesar dos ataques e da pressão crescente, a frente de batalha continua relativamente estabilizada. A Ucrânia tem conseguido atingir território russo, mostrando que já não existe uma sensação de segurança absoluta dentro das fronteiras do país.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação nos países bálticos e na NATO sobre possíveis provocações russas não necessariamente uma invasão direta, mas ações híbridas como ataques cibernéticos, sabotagens ou incidentes militares calculados para testar a reação ocidental.
O maior receio dos especialistas não é apenas uma grande ofensiva planeada, mas um erro de cálculo.
Um drone, uma aeronave, uma provocação perto de uma fronteira da NATO. Um momento em que uma decisão errada pode criar uma crise maior do que qualquer um dos lados pretende.
A Rússia quer mostrar força. A NATO quer mostrar união. E no meio desta disputa de mensagens, aumenta o risco de uma pergunta difícil:
Até onde pode ir esta estratégia antes de sair do controlo?
Achas que Putin está a preparar uma nova escalada da guerra ou apenas a tentar demonstrar força perante o Ocidente?
Foto: Mikhail Klimentyev/Imprensa presidêcia russa/TASS
FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1354812480122798&set=a.408833351387387