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Regime sionista israelense anuncia novas ocupações na Cisjordânia

Projeto anunciado por Bezalel Smotrich deve triplicar Eli, ao sul de Nablus, e ampliar a presença israelense no território palestino ocupado.

247 – O governo de Israel anunciou a construção de 763 moradias em um assentamento na Cisjordânia ocupada. O projeto apresentado pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, deve triplicar o tamanho de Eli, ao sul de Nablus, e permitir a chegada de milhares de novos colonos.

As informações foram publicadas neste domingo (26) pela Telesur. O anúncio foi feito por Smotrich no sábado (25) e divulgado inicialmente pelo Canal 14, de Israel.

As novas unidades habitacionais serão erguidas em Eli, assentamento subordinado ao Conselho Regional de Binyamin. Segundo o Canal 14, o avanço do plano deverá multiplicar por três a área ocupada pela comunidade nos próximos anos, criando espaço para milhares de moradores adicionais.

Ao apresentar o projeto, Smotrich afirmou que Israel pretende continuar construindo “fazendas e comunidades de assentamentos” na Cisjordânia. O ministro exerce papel central na política de ampliação da presença israelense no território palestino ocupado.

No início de julho, Smotrich informou que o governo de Benjamin Netanyahu havia autorizado 104 novos assentamentos e 160 postos agrícolas desde que tomou posse, no fim de 2022. A gestão israelense se apresenta como uma das mais favoráveis à expansão dos assentamentos na história do país.

Cerca de 750 mil colonos vivem na Cisjordânia

Dados palestinos citados pela Anadolu indicam que aproximadamente 750 mil colonos israelenses vivem em 141 assentamentos reconhecidos pelas autoridades de Israel e em 224 postos avançados espalhados pela Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

Os assentamentos são considerados ilegais pela maior parte da comunidade internacional. Relatórios e resoluções das Nações Unidas sustentam que a transferência de população civil israelense para os territórios ocupados viola o direito internacional e compromete a possibilidade de formação de um Estado palestino territorialmente contínuo. A posição foi reiterada em documentos recentes do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A expansão de Eli ocorre em meio ao reforço das operações militares israelenses na Cisjordânia. De acordo com a teleSUR, Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, defenderam o envio de mais tropas ao território, a demolição de imóveis na aldeia de Tell, o confisco de armas e a revogação de autorizações de trabalho concedidas a palestinos.

“As forças de segurança devem ter permissão para agir livremente e com toda a força contra o terrorismo”, declararam Netanyahu e Katz, segundo a reportagem.

Smotrich também afirmou que as localidades palestinas de Tell, Iraq Burin e Beit Furik “precisam ficar exatamente como os campos de refugiados em Nablus e Tulkarm”. A declaração faz referência às operações e demolições realizadas em 2025, que provocaram o deslocamento de milhares de palestinos na região.

Ataques de colonos aumentam pressão sobre palestinos

A Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos registrou 3.488 ataques de colonos contra palestinos e seus bens no primeiro semestre de 2026. As ocorrências incluem invasões de aldeias, incêndios de casas, disparos, apropriação de terras e instalação de novos postos avançados.

Segundo o órgão, 17 palestinos morreram nesses episódios. Autoridades palestinas afirmam que a expansão territorial, combinada com a violência praticada por colonos, cria condições para uma possível anexação formal da Cisjordânia por Israel.

O território está sob ocupação israelense desde 1967. A multiplicação dos assentamentos fragmenta áreas reivindicadas para um futuro Estado palestino e aprofunda os obstáculos políticos e geográficos a uma solução baseada na coexistência de dois Estados.

FOTO: Divulgação

FONTE: https://www.brasil247.com/mundo/regime-sionista-israelense-anuncia-novas-ocupacoes-na-cisjordania/