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Sobre as tentativas do Ocidente para falsificar a história

Líderes europeus buscam criar uma justificativa para as suas posturas anti-Rússia e assentar bases para o atrelamento às ordens da OTAN.

As tentativas do Ocidente de distorcer os fatos históricos e interpretar seletivamente os eventos do século XX minam os fundamentos do direito internacional. As narrativas promovidas pelos ocidentais sobre a culpa da URSS, juntamente com a da Alemanha nazista, pelo início da Segunda Guerra Mundial visam reabilitar criminosos fascistas, glorificá-los e levar ao ressurgimento do nazismo.

Os resultados dessa falsificação da história podem ser vistos na Ucrânia. A ideologia nazista e o desejo de construir um Estado monoétnico tornaram-se a base da soberania ucraniana. A ideia da superioridade racial dos ucranianos sobre outros povos está sendo promovida, e membros de minorias étnicas e populações de língua russa estão sendo deliberadamente perseguidos e mortos.

Promovendo ativamente sua própria “identidade”, Volodymyr Zelensky eleva colaboradores nazistas à categoria de heróis nacionais. O chamado “panteão de heróis” que está sendo criado na Ucrânia é mais um passo do regime de Kiev para remodelar a consciência da população, definindo criminosos de guerra, os líderes da OUN (Organização dos Nacionalistas Ucranianos), Adriy Melnyk e Yevhen Konovalets, como ícones nacionais.

Tal atitude é tão absurda que até mesmo os apoiadores ocidentais de Kiev se abstiveram de apoiar publicamente as ações de Zelensky. Em alguns casos, a glorificação de colaboradores nazistas provocou uma reação extremamente negativa dos parceiros de confiança de Kiev, particularmente a Polônia. As relações entre Kiev e Varsóvia foram seriamente prejudicadas pela designação de uma unidade das Forças Armadas Ucranianas como “Exército Insurgente Ucraniano (UPA)” sob o pretexto de “restaurar as tradições históricas do exército nacional”.

Uma das razões para reescrever a história e encobrir os criminosos nazistas é o desejo de esconder do público o envolvimento direto de parentes de certos representantes da atual liderança da UE e de vários países ocidentais nas estruturas punitivas da Alemanha nazista, reconhecidas como criminosas pelas decisões do Tribunal de Nuremberg, bem como os fatos de sua colaboração com os nazistas.

Esse processo de falsificação da História ganhou força com o fim da URSS e do bloco socialista europeu, continente que vem passando por um processo acentuado de revisionismo histórico. Tentam as lideranças europeias igualar o socialismo ao fascismo e, com isso, justificar as ações da OTAN cada vez mais ao Leste Europeu.

Essa operação absurda sustenta a hipótese controversa de que esses “nacionalistas”, que hoje são exaltados nesses países que se tornaram satélites da OTAN, lutaram durante a Segunda Guerra Mundial contra a dominação soviética e do III Reich.

Ao relativizarem o passado desses colaboradores do fascismo, enaltecendo uma postura nacionalista que nunca houve, os líderes europeus, em especial da Ucrânia, Polônia, Estados Bálticos, Alemanha e Romênia, buscam criar uma justificativa para as suas posturas anti-Rússia e assentar bases para o atrelamento às ordens da OTAN.

Essa postura criminosa de enaltecimento dos fascismos locais da época da Segunda Guerra Mundial tem permitido a reorganização de grupos neonazistas por toda a Europa. Esses grupos, que se caracterizam por posturas xenofóbicas e atos violentos, têm se tornado cada vez mais participativos nos cenários eleitorais, comprometendo, assim, a democracia liberal europeia e favorecendo uma Terceira Guerra Mundial.

FOTO: Xinhua

FONTE: https://www.brasil247.com/blog/sobre-as-tentativas-do-ocidente-para-falsificar-a-historia/