Críticas à resposta de Lula depois dos ataques feitos por Javier Milei demonstram o velho impulso de constranger o Brasil diante de agressões externas, analisa o colunista Tiago Barbosa.
A ofensiva externa contra o Brasil reativou na mídia o chilique de acovardamento típico de republiquetas sem compromisso com soberania.
É indigno. E onipresente. Exala medo, miudeza e paralisia – fede a vassalagem.
A fraqueza ocupa o noticiário com viralatismo para obrigar o Brasil e o governo a se curvar a detratores em nome de pseudo pacificação.
Exige de Lula um código de conduta imaginário de polidez para exaltar uma superioridade de contenção traduzida como corpo mole e apatia.
A mídia movida a tibieza tenta revestir de grandeza a inércia e a resignação comuns a líderes minúsculos sem respeito ou amor ao país.
Inverte o sentido da valentia e da soberania para macular a reação do ofendido em favor do vale-tudo exercido por quem agride e violenta.
No glossário da cretinice, retaliar vira ato de desespero – e não defesa ou justiça.
Responder é se rebaixar – e não responder à ofensa descabida.
Denunciar desatinos, barbáries e arbítrios na ordem internacional é “falar demais” – e nunca manifestação de independência e humanidade.
Essa mídia rastejante por um país subalterno, dócil e entreguista tem alergia e abomina a coragem indispensável a posturas estadistas.
Quer reduzir o país à imagem e semelhança da própria pequenez – a estatura da submissão ideológica ao imperialismo branco e nortista.
Lula não pode condenar o genocídio em Gaza – é “se meter onde não deve”.
Nem ironizar um decrépito argentino avesso à limpeza (literalmente) e à dignidade – é “baixar o nível”
O ministro da Economia fica – sob a mordaça dos capachos – proibido de usar a palavra mais adequada para descrever Milei: “palhaço”.
A cobrança é por queda e coice – mudez após ofensa para elogiar capitulação pela covardia.
Mentira – o antipetismo ensina.
O acanhamento do governo precederia a crítica por fraqueza e condescendência.
Se tivesse respeito pelo Brasil (bastaria amor próprio), a imprensa aplaudiria quem não se verga a bravatas para acoelhar a soberania e o país.
Mas se insurge contra a reação das vítimas para dar vazão à índole marginal dos agressores – não à toa, esse comportamento viceja entre bolsonaristas entreguistas e antipatriotas.
Toda a gritaria é solidariedade instituída por afinidade – a mídia perfila com inúteis estrangeiros contra a nação.
A altivez contra a indigência sempre respinga nos cúmplices e covardes.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
FONTE: https://www.brasil247.com/blog/chilique-da-midia-a-reacao-do-brasil-contra-estupidez-de-milei-e-puro-suco-de-viralatismo/