Não confiar o voto a Flávio Bolsonaro significa assumir a responsabilidade histórica diante do povo brasileiro que trabalha, paga impostos e merece respeito e dignidade.
O debate eleitoral deste domingo foi um espetáculo grotesco de arrogância, deboche e desrespeito, protagonizado pelo meliante Flávio Bolsonaro, que confundiu o confronto político com um ringue de quinta categoria. Durante o debate da Band, comportou-se como um irresponsável insolente, incapaz de respeitar um adversário da estatura de um estadista altivo admirado no mundo inteiro e, pior, de responder às perguntas que lhe foram feitas, pois não tem argumentos para justificar seus bens perante seus proventos de parlamentar.
O que deveria ser uma discussão sobre os destinos do Brasil converteu-se em uma demonstração vergonhosa de despreparo, cinismo e baixaria da parte de um candidato bolsonarista incapaz. Flávio Bolsonaro atacou porque não respondeu, debochou porque não esclareceu, provocou porque não apresentou argumentos à altura das questões que o presidente Lula colocou diante dele. Quando um candidato não consegue sustentar suas próprias explicações, mas se julga no direito de desrespeitar quem o questiona, que é arrogante e parece acreditar que pode escapar de qualquer prestação de contas não serve nem para administrar um pequeno condomínio.
O recado principal que permanece nas mentes de cada brasileira e cada brasileiro diante do circo de horrores produzido por esse candidato Flávio, irresponsável e desrespeitador, durante os minutos de duração do debate da Bandeirantes, é que não restou nenhuma dúvida para os eleitores honrados deste país, para os trabalhadores de todas as idades, para os mais velhos que já viveram muito é de que o Brasil não merece ter como presidente um marginal que enriqueceu na política espoliando os cofres públicos, o dinheiro suado do povo pago em impostos, ligado intimamente aos milicianos, a um escroque bandido que se fazia de banqueiro, alçado a essa condição durante o governo de Jair Bolsonaro.
A lembrança que não cala na voz dos brasileiros comprometidos com a dignidade, a honestidade e o futuro do país é inquestionável, o Brasil não merece ter como presidente alguém cuja trajetória política está cercada de suspeitas graves, questionamentos sobre o enriquecimento patrimonial absolutamente irregular e relações que exigem esclarecimentos. O dinheiro público pertence ao povo, não a Flávio que, em vez de prestar contas à sociedade, parece acreditar que está acima da verdade. Os brasileiros merecem saber onde o dinheiro que pagam por meio de impostos descontados cada dia de suor e de trabalho real foi aplicado.
O comportamento de Flávio foi de um malandro vulgar que se julga esperto demais para precisar responder por seus atos. Um homem de mais de quarenta anos que, diante de um adversário experiente e altivo como o presidente Lula, Flávio comportou-se como um meliante, incapaz de compreender que a disputa eleitoral não é um espetáculo grotesco de insolência, mas um compromisso com milhões de brasileiros.
O presidente Lula, um estadista reconhecido internacionalmente, foi obrigado a enfrentar um candidato que, em vez de responder às perguntas que lhe foram dirigidas, preferiu o deboche, a provocação e a encenação. Flávio não respondeu ao que o presidente Lula lhe perguntou. E por que as perguntas que envolvem sua trajetória patrimonial e política são tão incômodas? São questões que não desaparecem com uma risada debochada, com uma sombra fantasmagórica e covarde atrás do presidente Lula, ou um ataque pessoal.
Há perguntas que continuam à espera de explicações convincentes sobre a evolução do patrimônio de Flávio, incompatível, na avaliação de todos os brasileiros, com os rendimentos que recebeu ao longo de sua trajetória parlamentar. A mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, as notícias sobre a aquisição de mais de cinquenta imóveis pela família Bolsonaro com pagamentos em dinheiro vivo e as suspeitas que envolveram a movimentação de recursos durante sua passagem pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro não são assuntos que possam ser varridos para debaixo do tapete. São questões de interesse público. Quem pretende governar o Brasil precisa enfrentá-las com transparência, documentos e respostas objetivas, não com ataques de baixíssimo nível ao adversário.
Foi lamentável assistir a um homem altivo como o presidente Lula, que já governou o país por três mandatos e tem reconhecimento internacional, submeter-se a um confronto em que o adversário revelou sua indigência moral. Mais grave ainda é imaginar o que poderá acontecer com o Brasil sob a direção de alguém que trata o debate democrático como uma oportunidade para escárnio aos ouvidos do povo brasileiro.
Estamos falando de um candidato associado a um projeto político que ameaça a soberania nacional, subordina interesses brasileiros ao tirano Donald Trump e seus aliados e parece disposto a transformar o país em quintal de um império agonizante. O Brasil precisa de um presidente como Lula que defenda sua autonomia, seu povo e suas riquezas, não de um meliante e mentiroso contumaz.
Os brasileiros também não querem um país sem limites éticos, em que a mentira reiterada seja confundida com habilidade política e a desfaçatez se transforme em método de atuação. A cada aparição, Flávio oferece um espetáculo de baixaria caricata, como se tivesse sido treinado para provocar reações, repetir frases de efeito e atacar pessoas, mas não para apresentar soluções concretas aos problemas nacionais. É o vazio de conteúdo tentando se impor pelo barulho de um meliante.
Alguns jornalistas classificaram Flávio como moleque diante de sua atuação no debate. A palavra, entretanto, parece insuficiente para descrever o que vimos. Moleque pode ser quem ainda não amadureceu, quem age por impulso e não mede as consequências de seus atos. Flávio é um homem adulto sem nenhum conteúdo que pretende governar uma nação. Seu comportamento expõe o desprezo pelo respeito democrático, pela responsabilidade pública e pelo dever de prestar contas à sociedade.
E há algo ainda mais preocupante. A desenvoltura com que esse candidato Flávio tenta transformar suspeitas graves em assuntos menores, como se a repetição de ataques pudesse apagar os questionamentos sobre sua trajetória absolutamente suspeita. O eleitor tem o direito de saber como se formou seu patrimônio, quais foram suas relações políticas obscuras e que explicações existem para os fatos que marcam sua vida pública. O voto não é um cheque em branco, muito menos uma autorização para que um candidato se coloque acima da avaliação da população e destrua o país de vez, transformando-o em uma nação governada por milicianos bandidos.
Os eleitores honestos e dignos deste país têm razões de sobra para rejeitar um projeto político de Flávio Bolsonaro que, em vez de apresentar resultados e propostas para a população, se apoia no sobrenome desclassificado de seu pai, o pior presidente do país que debochava das pessoas que agonizavam pela Covid que ele negou, ao desacreditar a ciência, ao sugerir medicações mediante compras irregulares que agravaram a doença dos brasileiros, na agressividade. Que contribuição efetiva Flávio Bolsonaro oferece ao desenvolvimento do Brasil? Que projeto consistente apresenta para melhorar a vida dos trabalhadores, reduzir as desigualdades, proteger os aposentados, fortalecer a educação e a saúde públicas e ampliar as oportunidades para a juventude que ora luta com garras e dentes para salvar a democracia desse meliante?
Também pesa sobre sua trajetória a homenagem a milicianos apontados como bandidos de alta periculosidade, que assassinaram brutalmente a vereadora Marielle Franco, além da defesa de um policial envolvido no caso da morte da criança Ana Clara, episódio que merece ser tratado com a seriedade devida à vítima e à sua família.
O debate da Band deve servir de alerta máximo ao povo do Brasil. Flávio demonstra falta de caráter, pois mente com convicção; total falta de preparo, pois sempre foi um playboy irresponsável; falta absoluta de idoneidade moral e desrespeito às mulheres, ao humilhar sua esposa com traições e por participação em orgias sexuais. A população brasileira não merece um presidente dessa estirpe meliante que envergonha a autoestima da maior potência da América Latina.
A Presidência da República não é herança de uma família golpista, misógina, homofóbica, sem moral, que tem como ídolo o mais sangrento torturador da ditadura, o demônio Brilhante Ustra, que mutilava sobretudo, os corpos das mulheres que lutaram contra a ditadura, como a Presidente Dilma, com torturas cruéis que não convém citar neste texto para não causar aos leitores repugnância sobre a desumanidade desse carrasco homenageado pelo pai de Flávio como seu herói. Flávio aprendeu com Jair a ser cruel, a ser desumano, ao defender bandidos perigosos e sanguinários.
Não confiar o voto a Flávio Bolsonaro significa assumir a responsabilidade histórica diante do povo brasileiro que trabalha, paga impostos e merece respeito e dignidade. É urgente refletir sobre os riscos de entregar o destino do Brasil a um meliante indigno da juventude, dos brasileiros e brasileiras de idade mediana, dos mais velhos que já conheceram na pele a crueldade da ditadura, dos empresários honestos que não têm o luxo de inventar “pix misterioso” e de qualquer cidadão que ainda preserve o mínimo de memória e vergonha na cara.
É urgente, enfim, se dar conta de que mais 70 milhões, roubados por Vorcaro da previdência dos aposentados, foram entregues a Flávio para financiar um filme sobre a vida de seu pai, um homem minúsculo em todos os sentidos, o sarcástico do sofrimentos das vítimas do Covid, o golpista Jair, aquele que tentou golpear a democracia, incitou a invasão de Brasília, mentiu descaradamente sobre urnas e vacinas, ridicularizou mortos da pandemia e hoje rasteja como um fracassado histórico, sem grandeza, sem legado e sem o menor vestígio de dignidade, tal como o seu filho Flávio que consegue suplantá-lo em indignidade.
Foto: RS/Fotos Públicas
FONTE: https://www.brasil247.com/blog/deboche-mentira-e-vazio-o-espetaculo-degradante-de-flavio-bolsonaro-no-debate/