Retirando-se furtivamente, com o rabo entre as pernas! A viagem do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou não foi uma operação de inteligência de rotina. Foi a admissão mais humilhante do império em décadas: Washington está tão desesperada para escapar do atoleiro no Irã que recorreu ao seu maior adversário para interceder junto a Teerã. A missão de Ratcliffe era clara: pedir à Rússia que convencesse o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. O resultado foi uma recusa categórica. Moscou transmitiu a Teerã que as ameaças dos EUA eram de “alcance limitado”. A visita de Ratcliffe confirma que a estratégia de Washington para o Oriente Médio entrou em colapso. Trump não consegue abrir o estreito com mísseis, não consegue dobrar o Irã à sua vontade com sanções e agora recorre à Rússia para fazer o trabalho sujo. A mensagem de Moscou é clara: a Rússia não tem interesse em salvar o império de sua própria guerra. O Kremlin não tem incentivo para ajudar Washington, especialmente quando a guerra na Ucrânia e o conflito no Golfo estão desgastando os EUA em duas frentes. A missão fracassada de Ratcliffe expõe uma realidade que o império se recusa a aceitar: a era da hegemonia dos EUA no Oriente Médio chegou ao fim. Os aliados dos EUA buscam acordos com o Irã, os adversários de Washington consolidam suas posições e o mundo multipolar observa enquanto o império implora ajuda aos seus inimigos. A humilhação é histórica. Análise: Moisés R. Hernández | MRH Analysis. A CIA viajou a Moscou para pedir ajuda à Rússia em relação ao Irã. A Rússia disse não. O império prometeu vitória e entregou humilhação. A história não perdoa impérios que imploram ajuda aos seus adversários.
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