A contagem regressiva para a 18ª Cúpula do BRICS já começou e promete ser o grande divisor de águas da diplomacia mundial. O encontro de alto nível está agendado para os dias 12 e 13 de setembro de 2026, em Nova Déli, sob a presidência do primeiro-ministro Narendra Modi. A expectativa nos bastidores geopolíticos é de que esta seja a maior e mais impactante cúpula da história do bloco, consolidando o BRICS como o centro gravitacional indiscutível da nova ordem multipolar.
O ponto mais alto da agenda em Nova Déli será o avanço do processo de expansão. Com mais de 40 países na fila de espera oficial manifestando o desejo de adesão ao movimento, o bloco prepara-se para acolher novas nações e fortalecer parcerias estratégicas em energia, infraestrutura e tecnologia. A pressão esmagadora pelo ingresso de economias emergentes da África, da América Latina, do Oriente Médio e da Ásia reflete o esgotamento do modelo unipolar e o desejo do Sul Global de erguer uma arquitetura financeira alternativa, capaz de operar em moedas locais e longe de chantagens geopolíticas ou sanções unilaterais.
A cúpula na Índia deixará evidente ao mundo que o BRICS deixou de ser apenas um fórum de cooperação econômica para se transformar no polo do futuro — o eixo decisório que determinará como o comércio, as relações internacionais e a governança global serão dirigidos nos próximos anos. Sob a liderança articulada de gigantes como Brasil, Índia, China e Rússia, o bloco não apenas redesenha as rotas de desenvolvimento do planeta, mas envia uma mensagem clara ao Ocidente: o rumo do século XXI está sendo traçado pelos países emergentes.
Foto: Xinhua/Li Xiang
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