Teerã eleva tensão regional e ameaça bloquear totalmente o Estreito de Ormuz se as ofensivas norte-americanas continuarem.
247 – A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) declarou nesta sexta-feira (17) ter realizado um ataque contra um centro de comando de operações especiais dos Estados Unidos em al-Tanf, região localizada na Síria. De acordo com informações divulgadas pela mídia estatal iraniana, a ação militar foi uma retaliação direta pela morte de soldados iranianos na cidade de Iranshahr, situada no sudeste do Irã. A Reuters, que reproduziu os relatos oficiais, ressaltou que não foi possível verificar a alegação de forma independente e que, de imediato, não houve comentários oficiais por parte do governo da Síria ou das forças militares dos Estados Unidos.
Paralelamente à ação na Síria, o comando da Guarda Revolucionária subiu o tom das ameaças econômicas e logísticas globais. A corporação militar assegurou que o Irã detém o controle total do Estreito de Ormuz — uma das principais vias marítimas de escoamento de petróleo do planeta — e advertiu textualmente que “nenhum petróleo ou gás será exportado através da via navegável enquanto os ataques dos EUA continuarem”.
O posicionamento iraniano marca uma nova fase de atrito na região. Fontes militares dos EUA haviam indicado em fevereiro que o país tinha concluído a retirada formal de suas tropas da base de al-Tanf, ponto estratégico situado na tríplice fronteira entre a Síria, a Jordânia e o Iraque.
Historicamente, o governo sírio tem tentado evitar ser tragado para o epicentro do conflito regional que envolve nações vizinhas, mantendo uma postura de distanciamento das hostilidades, a menos que seu próprio território seja diretamente alvejado por forças estrangeiras. Com o desdobramento reportado pela mídia estatal, a comunidade internacional observa com atenção o risco de uma escalada ainda maior nas cadeias de suprimento de energia e na segurança do Oriente Médio.
FOTO: IRNA
FONTE: https://www.brasil247.com/mundo/ira-ataca-centro-de-comando-dos-eua-na-siria/