L de Lula vira símbolo da esquerda em outros países. Políticos e manifestantes passaram a “fazer o L” em países como Espanha, México, Chile, Itália, Líbano e França O gesto de erguer os dedos polegar e indicador formando a letra “L” transcendeu as fronteiras do Brasil e se consolidou como um símbolo internacional de resistência progressista contra o avanço da extrema direita. Criado originalmente durante as campanhas eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva, o “fazer o L” deixou de ser apenas um aceno partidário para se transformar em um código global de defesa da democracia, dos direitos sociais e da tolerância.
Nos últimos anos, a política global tem enfrentado uma onda de radicalismo de direita, marcada por discursos de ódio, nacionalismo exacerbado e o questionamento de instituições democráticas. Nesse cenário, a figura de Lula e o símbolo do “L” passaram a ser adotados por líderes políticos, ativistas e manifestantes em diversos cantos do mundo, incluindo países como Espanha, México, Chile, Itália, Líbano e França.
Para a esquerda internacional, o gesto carrega um duplo significado:
* Símbolo de Unidade Democrática: Em países europeus e latino-americanos enfrentando o crescimento de partidos ultraconservadores, o “L” representa a viabilidade de frentes amplas progressistas capazes de derrotar o extremismo nas urnas.
* Sinônimo de Justiça Social: O aceno evoca o legado de políticas públicas voltadas ao combate à fome e à desigualdade, servindo como um contraponto direto à agenda de austeridade e exclusão frequentemente associada à extrema direita.
Ao redor do mundo, o “fazer o L” se manifesta de diferentes formas. Na Europa, parlamentares e manifestantes utilizam o gesto em comícios e redes sociais como um ato de solidariedade transnacional e um lembrete de que a resistência ao autoritarismo é global. Na América Latina, governos e movimentos sociais espelham-se na trajetória brasileira para articular suas próprias defesas contra forças reacionárias.
Assim, o que nasceu como um jingle e uma identidade visual de campanha no Brasil tornou-se um patrimônio da esquerda global — a antítese visual e política de um período marcado pela polarização e pelo ódio.
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FONTE: Agência de Notícias ABJ – Associação Brasileira dos Jornalistas
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