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Lula vence a guerra contra a fome no Brasil, certifica a FAO

Relatório da ONU confirma menor nível histórico de insegurança alimentar severa no país e consolida o combate à fome como a principal vitória social do governo Lula.

“O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.”

Carolina Maria de Jesus, em Quarto de Despejo: diário de uma favelada (1960).

Carolina Maria de Jesus resumiu, há mais de seis décadas, uma verdade que a história brasileira acaba de confirmar. O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI), produzido por FAO, FIDA, UNICEF, PMA e OMS, certifica que o Brasil alcançou o menor patamar de insegurança alimentar severa de sua história recente e permanece fora do Mapa da Fome.

Os números são impactantes. A proporção de brasileiros em insegurança alimentar severa caiu para apenas 0,6%. Entre 2023 e 2025, período do atual mandato de Lula, 16,7 milhões de pessoas deixaram essa condição. Ao mesmo tempo, o país manteve abaixo de 2,5% a prevalência de subnutrição, indicador que a FAO utiliza para definir quais países permanecem no Mapa da Fome. Também ficou abaixo da média regional o custo de uma alimentação saudável: US$ PPC 4,89 por pessoa ao dia, contra US$ 4,94 na América do Sul.

Obviamente como todas as grandes conquistas brasileiras, esses resultados não surgiram por acaso. Eles refletem uma estratégia política que acompanha Luiz Inácio Lula da Silva desde seu primeiro mandato, quando lançou o Fome Zero e transformou o combate à fome em prioridade de Estado. Lula sempre tratou a fome como uma guerra nacional a ser vencida, mobilizando políticas de transferência de renda, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar, compras públicas e geração de emprego.

A guerra vencida por Lula é radicalmente diferente das guerras que ocupam o ideário de Donald Trump. Enquanto o presidente estadunidense concentra seu discurso em criar guerras com países soberanos, impor tarifas, confrontos comerciais e demonstrações de força geopolítica, Lula trava uma batalha cujo objetivo é devolver dignidade às pessoas. Sua vitória não se mede por territórios conquistados, mas por brasileiros que voltaram a fazer três refeições por dia.

O contraste com o governo Jair Bolsonaro permanece incontornável. O Brasil assistiu, durante aqueles anos, ao retorno ao Mapa da Fome e à imagem que talvez tenha sintetizado aquele período: as humilhantes filas do osso, em que famílias disputavam restos de açougues para conseguir se alimentar. Aquelas cenas correram o mundo e simbolizaram um país que havia abandonado milhões de cidadãos à própria sorte.

O relatório da ONU demonstra que esse ciclo foi revertido. A melhora ocorreu em um ambiente de crescimento econômico contínuo, com expansão do PIB entre 2023 e 2025, desemprego reduzido para 5,6%, aumento da renda média das famílias e inflação dos alimentos mantida sob controle. Não há combate sustentável à fome sem renda, emprego e políticas públicas articuladas. Foi justamente essa combinação que produziu os resultados agora reconhecidos internacionalmente.

Ainda existem enormes desafios. Permanecer fora do Mapa da Fome exige continuidade das políticas públicas e vigilância permanente diante das desigualdades e das oscilações econômicas. Mas o fato político é inequívoco: a principal guerra de Lula sempre foi contra a fome. E o mais importante organismo internacional dedicado ao tema acaba de reconhecer que o Brasil venceu uma etapa decisiva dessa batalha. A vitória não pertence apenas a um governo. Pertence, sobretudo, aos milhões de brasileiros que deixaram de conviver diariamente com a fome e recuperaram aquilo que nenhuma sociedade civilizada deveria negar aos seus cidadãos: o direito básico à alimentação.

FOTO: Agência Brasil

FONTE: https://www.brasil247.com/blog/lula-vence-a-guerra-contra-a-fome-no-brasil-certifica-a-fao/