E o Brasil é o último da fila.
Quarenta países já estão em estado de emergência energética, racionamento ou protocolo de crise.
A mídia brasileira não chamou pelo nome certo. Mas é um lockdown. Silencioso, administrado, global.
A Filipinas foi o primeiro país a decretar emergência nacional, em 24 de março. Importa 98% do petróleo do Oriente Médio. Diesel ultrapassou 130 pesos por litro.
Indonésia e Vietnã obrigaram servidor público a trabalhar de casa. Índia cortou gás comercial pra proteger o fogão. Tailândia parou a frota pesqueira.
Na Europa, BCE já projetou recessão técnica na Alemanha e na Itália. Gasolina passou de 2 euros por litro. O CEO da Shell avisou em março que a Europa seria o próximo contéiner a ser atingido. Chegou em abril.
Na África, Zimbábue dobrou o etanol misturado na gasolina. Estão literalmente diluindo o combustível pra esticar o que sobrou. Sudão do Sul raciona eletricidade na capital.
Nos EUA, gasolina passou de US$ 4,11 por galão. Diesel a US$ 5,62. Trump já avisou: pode estar igual até as eleições de meio de mandato.
E o Brasil? A Petrobras abandonou a paridade internacional em 2023. Ótima decisão de curto prazo. Mas o país importa 600 mil barris por dia de derivados e 85% do fertilizante.
A paridade de importação já está 41% acima do preço doméstico da gasolina e 34% acima do diesel, segundo relatório do Itaú BBA de abril. Quando o abrasileiramento ceder, o repasse é mecânico.
Diesel vira frete, frete vira alimento, alimento vira inflação, inflação mantém a Selic alta. O empresário brasileiro com patrimônio sente em três frentes: caixa, renda fixa longa e margem operacional.
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