US$ 2,8 bi. Contrato assinado com o governo americano.
Em 20 de abril de 2026, uma empresa americana listada na NASDAQ assinou a compra de 100% da Serra Verde, a única mineradora de terras raras em operação comercial no Brasil.
Valor: US$ 2,8 bilhões. Fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026.
O detalhe que mudou o jogo: o comprador não é exatamente a USA Rare Earth. Antes da aquisição, o DFC, corporação financeira de desenvolvimento do governo americano, já tinha colocado US$ 565 milhões na Serra Verde. Com a condição explicita de que parte da produção vá para os EUA ou países alinhados.
A Serra Verde produz os 4 elementos magnéticos críticos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Usados em carros elétricos, turbinas eólicas, chips e sistemas de defesa. Como o F-35.
A China controla 91% do refino global e quase 99% da separação de disprósio e térbio. Em outubro de 2025, Pequim apertou os controles de exportação. Preços na Europa chegaram a 6x os preços domésticos chineses. Montadoras pararam linhas.
Agora o Brasil está dentro desse tabuleiro. A produção de Goiás passou a fazer parte do balanço de poder entre EUA e China, com contrato de 15 anos e preço mínimo garantido pelo tesouro americano.
Enquanto o país debatia câmbio e taxa de juros, o ativo mais geopoliticamente relevante do território nacional foi construído, capitalizado em US$ 1,1 bilhão e vendido em silêncio.
FONTE: https://www.instagram.com/p/DXXE2B-DkjY/?img_index=1