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O QUE ELES EVITARAM

A Ilha de Kharg, por onde passa a maior parte das exportações de petróleo iraniano, não foi anunciada como alvo dos ataques desta rodada. Ela continua sendo o ativo econômico mais valioso do Irã.

Também não há confirmação de ataques às grandes refinarias ou aos principais campos petrolíferos do país nesta fase. Os relatos públicos continuam focando em instalações militares, radares, defesa aérea, bases navais e infraestrutura ligada ao conflito.

Isso é coerente com uma estratégia que o próprio Trump já havia indicado anteriormente: evitar destruir a infraestrutura de petróleo para não provocar um choque ainda maior no mercado mundial e uma retaliação iraniana contra as instalações petrolíferas dos países do Golfo.

Por sua vez, o Irã continua afirmando que, se os EUA atacarem deliberadamente sua infraestrutura petrolífera, responderá atingindo refinarias, terminais e campos de petróleo de aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. Essa ameaça tem sido reiterada por autoridades iranianas desde o início da escalada.

Em resumo, não há evidências de que os EUA tenham cruzado essa “linha vermelha” nesta ofensiva. Os ataques conhecidos continuam direcionados principalmente a objetivos militares, e não ao núcleo da indústria petrolífera iraniana.

FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=2220762805392876&set=a.153238102145367