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Petro denuncia fraude eleitoral na Colômbia orquestrada por Israel e EUA

Presidente colombiano aponta suposta manipulação de 1,8 milhão de votos por software israelense e convoca mobilização popular pacífica às vésperas da posse.

247 – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Pacto Histórico), denunciou publicamente que a eleição presidencial no país teria sido alvo de um esquema internacional de fraude eleitoral envolvendo agentes de Israel e dos Estados Unidos. Em declarações publicadas em suas redes sociais no domingo (2) e reforçadas nesta segunda-feira (3), o mandatário afirmou que o verdadeiro vencedor do pleito foi o candidato da esquerda, Iván Cepeda, e não o presidente eleito Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, de extrema direita), que tem posse agendada para o próximo dia 7 de agosto.

De acordo com Petro, o resultado das urnas teria sido alterado a partir do exterior por meio de um software de inteligência privada israelense, que teria manipulado algoritmicamente cerca de 1,8 milhão de votos. O esquema teria sido financiado por duas fontes distintas: recursos provenientes do narcotráfico de cocaína destinado aos Estados Unidos e verbas de empresas privadas de inteligência sediadas em Israel.

Manipulação em postos eleitorais e articulação digital

Na atualização feita nesta segunda-feira (3), Petro detalhou que a fraude teria ocorrido em regiões como Antioquia, Bogotá e Norte de Santander. Nesses locais, segundo ele, jurados ligados ao esquema teria sido posicionados em mesas estratégicas após o afastamento prévio dos testemunhos eleitorais do Pacto Histórico. O presidente classificou o episódio como “uma das maiores afrontas à democracia na ordem global” e afirmou categoricamente que o novo governo prestes a assumir é ilegítimo por não refletir o voto popular.

Petro anunciou ainda a realização de uma coletiva de imprensa nacional e internacional, promovida por testemunhas digitais e pela “frente digital”, para apresentar detalhadamente o conjunto de evidências colhidas. Segundo o presidente, as provas demandam uma investigação profunda, pública e transparente por parte do Poder Judiciário. “O regime eleitoral da Colômbia deve mudar substancialmente se não quisermos mais violência”, advertiu.

Alerta sobre narcoterrorismo e ordens às forças de segurança

Às vésperas de transmitir o cargo, em 7 de agosto, Gustavo Petro convocou a população a realizar atos massivos, porém pacíficos, em cidades como Cali, Barranquilla e Bogotá. O mandatário revelou ter informações de inteligência que supostamente apontam para a presença de dezenas de toneladas de explosivos na cidade de Cali. De acordo com ele, grupos do narcotráfico planejam ações terroristas com o objetivo de gerar um pretexto para a decretação de estado de comoção interior, o que permitiria a Abelardo de la Espriella revogar por decreto as reformas sociais aprovadas recentemente.

Diante do cenário de tensão, Petro enfatizou sua autoridade como Comandante Supremo das Forças Públicas até as 15h da sexta-feira. Dirigindo-se especificamente à polícia do departamento de Valle del Cauca, o presidente ordenou que as forças de segurança não ataquem o povo e destacou que não há autorização para a atuação do Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad), classificando episódios recentes em Buenaventura como desacato às suas ordens diretas de paz e prudência.

Apelo às elites e resistência ao “narcofascismo”

O presidente colombiano alertou que o país enfrenta uma luta direta contra o que denominou de “narcofascismo assassino”. Ele fez um apelo direto aos setores econômicos mais poderosos da Colômbia para que abandonem o ódio político e retornem a posições de sabedoria econômica, afirmando que a paz do país depende dessa escolha.

Petro ponderou que a tentativa de “arrasamento das reformas sociais” desencadeará uma resistência popular sem precedentes, ressaltando que a maioria dos colombianos apoia a manutenção e a ampliação dos direitos conquistados. “A resposta deve ser sábia, prudente, pacífica, mas com contundência. Estamos diante de um governo ilegítimo e é preciso pactuar formas organizativas da sociedade rumo ao poder popular para que o país seja governado no território sob a Constituição”, concluiu o mandatário, reforçando que a transformação democrática da Colômbia não tem retorno.

FOTO: Brasil 247 / Dall-E

FONTE: https://www.brasil247.com/america-latina/petro-denuncia-fraude-eleitoral-na-colombia-orquestrada-por-israel-e-eua/