Presidente russo diz que tentativas ocidentais de impor derrota estratégica a Moscou fracassaram e não terão sucesso.
247 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (12) que nenhuma força será capaz de impor uma derrota estratégica ao país. A declaração foi feita durante uma reunião com integrantes das Forças Armadas do Distrito Militar Central, na qual o líder russo abordou a capacidade de resistência da Rússia diante das pressões externas.
Segundo informações publicadas pela RT Brasil, Putin comparou os recursos e capacidades militares de Moscou com os de seus adversários, sustentando que a Rússia mantém vantagens estratégicas importantes. De acordo com o presidente, os países que se opõem à Rússia não dispõem de diversas capacidades que o país possui atualmente.
Ao comentar os objetivos de governos ocidentais em relação ao conflito envolvendo Moscou, Putin afirmou que as tentativas de enfraquecer a Rússia não alcançaram os resultados pretendidos.
“Eles não tiveram sucesso. E nunca terão”, declarou o presidente russo ao se referir ao que classificou como esforços do Ocidente para provocar uma derrota estratégica da Rússia.
Durante o encontro, Putin reforçou a avaliação de que a história demonstra a capacidade de resistência do país diante de desafios externos. “Ninguém jamais conseguiu provocar uma derrota estratégica da Rússia”, afirmou.
O presidente também associou essa capacidade de resistência ao apoio da população e ao compromisso das diferentes comunidades que compõem a Federação Russa. Segundo ele, a sociedade russa compreende sua responsabilidade histórica em relação às futuras gerações.
“Porque o nosso povo multinacional e unido compreende a sua responsabilidade perante as gerações futuras, perante os seus netos”, disse Putin.
Em outro momento do discurso, o líder russo destacou que a preservação da soberania nacional depende essencialmente dos próprios cidadãos russos. “Ninguém precisa da Rússia além de nós. Somente nós podemos protegê-la”, afirmou.
Putin também reiterou a visão de que a Rússia enfrenta praticamente sozinha a pressão exercida pelo que chamou de “Ocidente coletivo”, incluindo os países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).