Depois de cinco noites seguidas de bombardeios americanos, o Irã respondeu de forma direta: Ormuz é uma linha vermelha.
O porta-voz do Exército iraniano afirmou que Washington acreditava que poderia assumir o controle do estreito atacando posições costeiras. Mas, segundo Teerã, isso é um erro estratégico. O Irã diz que consegue controlar Ormuz a partir de praticamente qualquer ponto do seu território.
E a mensagem foi além. O principal negociador iraniano declarou que o país não está mais diante de uma disputa por sanções ou negociações. Está travando uma guerra existencial contra os Estados Unidos.
As condições para reabrir o estreito também foram colocadas na mesa: os EUA precisam cumprir o acordo assinado em junho, encerrar as ações militares e aceitar as regras iranianas para o tráfego marítimo.
Em outras palavras, Teerã está dizendo que quem decide quando Ormuz reabre não é Washington, mas o próprio Irã.
E existe uma segunda ameaça. Se Trump ampliar os ataques contra a infraestrutura iraniana, Teerã promete responder atingindo a infraestrutura energética dos aliados americanos no Golfo. Arábia Saudita, Emirados, Catar e outros países entram automaticamente no cálculo da retaliação.
O conflito entrou em uma nova fase. A discussão já não é quem tem a Marinha mais poderosa.
A pergunta agora é: quem consegue suportar por mais tempo o custo de manter Ormuz fechado?
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