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Lula: “A nossa arma é a urna e a nossa bala é o 13”

O ato carioca foi marcado por discursos em defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania naciona.

247 – “A nossa arma é a urna e a nossa bala é o 13.” Com essa declaração, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou no sábado (24) para uma multidão na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Ao se despedir de seus apoiadores, Lula convocou a população às urnas para este domingo, agradeceu o engajamento da militância e teceu duras críticas ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Não podemos levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto”, declarou.

O ato carioca foi marcado por discursos em defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania nacional. Durante coletiva de imprensa, o presidente agradeceu aos brasileiros envolvidos na campanha e enalteceu o protagonismo popular nesta reta final. Confiante, afirmou que a mobilização superou as expectativas, demonstrando o compromisso de amplos setores da sociedade. “O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha”, pontuou, fazendo uma menção especial ao “Exército do Lula”, grupo de mobilização organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) que ganhou força no segundo turno.

Defesa dos direitos e críticas ao adversário – Durante a caminhada, Lula fez alertas contundentes sobre os riscos que, segundo ele, a eleição de Flávio Bolsonaro representa para os direitos sociais e trabalhistas. Lula defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e acusou o candidato do PL de planejar o subfinanciamento da saúde pública e de tentar derrubar conquistas recentes, como o fim da escala 6×1. “Está claro que ele quer privatizar o SUS. Está claro que ele não quer colocar nenhum centavo a mais no SUS. Está claro que ele vai tentar destruir o fim da escala 6×1”, reiterou.

Ao pedir que a população observe as diferenças entre os dois projetos políticos, Lula recordou o governo de Jair Bolsonaro, criticando o desmonte de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, cultura, trabalho e política externa. O presidente destacou que sua gestão trabalhou para reconstruir esses setores e devolver ao Brasil uma perspectiva de desenvolvimento. “O povo quer mudança para melhor. O povo quer mudança para frente. O povo não quer retroceder”, afirmou.

A soberania nacional também foi um pilar do discurso. O presidente defendeu a autonomia brasileira nas relações internacionais, traçando um contraste com a oposição. “Ou o povo escolhe alguém que beija a bandeira nacional, ou alguém que beija a bandeira americana. Nós não desejamos que o Brasil seja o quintal de ninguém.”

Sobre investimentos estruturais, Lula garantiu que os projetos voltados ao estado do Rio de Janeiro e à Baixada Fluminense priorizarão exclusivamente as necessidades da população, sem distinção partidária. “Eu não vou perguntar aqui em quem o prefeito votou, de que partido ele é. Se o projeto é bom e tem consistência, nós vamos fazer as obras”, assegurou.

A importância do voto feminino – No encerramento do ato, o discurso foi direcionado especialmente às mulheres, cujo papel é considerado decisivo para o resultado do pleito deste domingo (25) e para o futuro do país.

A primeira-dama, Janja da Silva, reforçou o apelo pelo comparecimento massivo nas urnas, lembrando do impacto direto das políticas públicas na vida das famílias. Defendendo a liderança feminina na proteção institucional do país, ela pediu que as eleitoras pensem no futuro de seus filhos, pais e avós na hora do voto. “Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia”, concluiu.

FOTO: Ricardo Stuckert

FONTE: https://www.brasil247.com/poder/lula-a-nossa-arma-e-a-urna-e-a-nossa-bala-e-o-13/